Telefônica mantém liderança do ranking do Advogado de Defesa

Marcelo Moreira

23 de dezembro de 2008 | 22h31

ELENI TRINDADE – JORNAL DA TARDE

O setor de telefonia continua encabeçando a lista de reclamações dos leitores que procuram a coluna Advogado de Defesa. As duas primeiras colocadas no ranking são a Telefônica, com 41 reclamações, e a TIM, com 24 queixas.

Em seguida, aparecem NET (15 cartas), Claro (14), Sony Ericsson e Vivo (ambas com 10 cartas cada). No levantamento, referente ao período entre 21 de outubro e 20 de novembro, foram computadas 344 cartas, sendo 284 respondidas pelas empresas.

A Telefônica diminuiu o número de queixas contra a empresa – caíram de 67 reclamações no anterior para 41 agora. As principais queixas são contra o serviço de internet rápida Speedy, sobre cobranças indevidas, dificuldade para cancelar linha e problemas na prestação de serviços.

José Antonio Cavalin, por exemplo, reclamou à coluna sobre a cobrança indevida do Speedy. “Nunca contratei esse serviço e tive a linha cancelada duas vezes por falta de pagamento”, diz ele. Em resposta, a empresa informou que já regularizou a situação.

Já Miguel Arcanjo Marques queixou-se sobre cobranças indevidas em sua fatura. “Eu utilizo a linha na maior parte do tempo apenas para ligações e internet e estão fazendo cobranças que não reconheço.” A empresa informou que já contatou o consumidor para resolver a questão.

A TIM teve uma pequena redução no número de cartas em relação ao levantamento anterior (queda de 31 para 24). Dessa forma, a empresa inverteu situação observada no mês passado, quando a tendência era de aumento de queixas.

Os clientes da operadora procuraram a coluna pois estavam com dificuldade para desbloqueio de linha, velocidade abaixo do esperado no serviço de internet e cobranças indevidas.

Ednilson da Silva Mota queixou-se de cobranças de multas para transferir seu telefone do sistema pós para pré-pago. “Depois de pagar a taxa informada por eles, continuei recebendo cobranças de novas multa e juros”, protesta.

A TIM respondeu que as taxas são devidas porque são referentes às parcelas do aparelho de celular comprado pelo cliente. No caso de Paulo Akuri, o problema era com o serviço de internet da TIM. “A velocidade de conexão estava bem abaixo da divulgada pela empresa, mas os valores da fatura eram bem altos.”

A TIM respondeu que as cobranças são devidas e estão de acordo com a utilização do serviço pelo cliente.

Já quem esperava receber respostas de empresas como Ford (6 cartas), Fast Shop (3 cartas) e Peugeot (2 cartas), entre outras, ficou na mão (veja no quadro).

Embora tenham poucas queixas no total de reclamações da coluna, essas empresas não responderam nenhuma reclamação. No total, 60 cartas recebidas pela coluna do Jornal da Tarde deixaram de ser respondidas.