Telefonia rebate pesquisa sobre pré-pago

As empresas de telefonia celular que atuam no Brasil rebateram ontem uma pesquisa divulgada pelo Diálogo Regional sobre a Sociedade de Informação (Dirsi) sobre as tarifas para serviços pré-pagos na América Latina e no Caribe. Para a entidade, o País tem as tarifas de telefonia celular mais caras da região

Marcelo Moreira

08 Julho 2010 | 23h55

 As empresas de telefonia celular que atuam no Brasil rebateram ontem uma pesquisa divulgada pelo Diálogo Regional sobre a Sociedade de Informação (Dirsi) sobre as tarifas para serviços pré-pagos na América Latina e no Caribe.

 Para a entidade latino-americana, o País tem as tarifas de telefonia celular pré-paga mais caras da região. O custo médio mensal seria de US$ 45,01 (cerca de R$ 80). Na Jamaica, onde o custo é o menor, a tarifa é de US$ 2,2.

Por meio de uma nota, o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil) afirmou que o estudo “não considerou dados da realidade brasileira”. O texto destaca a carga tributária que incide sobre os serviços de telefonia no País, “a mais alta do planeta” e que “acrescenta entre 40% e 63% ao custo dos serviços”.

De acordo com a entidade, “o cliente brasileiro paga em impostos mais do que o dobro do que paga o latino-americano, cuja tributação é 19,4% em média”.

O Sinditelebrasil argumentou ainda que o estudo do Dirsi considera somente “os preços homologados pelo órgão regulador e não os efetivamente praticados no mercado em pacotes promocionais de minutos do pré-pago”.