Telefonia fixa: falta informação ao consumidor

Sem informação suficiente para escolher o plano mais adequado de telefonia fixa, os consumidores correm o risco de pagar até 72% a mais por mês, de uma operadora para outra, fazendo o mesmo número de ligações

Marcelo Moreira

25 de agosto de 2010 | 18h40

do Estado de S. Paulo

Sem informação suficiente para escolher o plano mais adequado de telefonia fixa, os consumidores correm o risco de pagar até 72% a mais por mês, de uma operadora para outra, fazendo o mesmo número de ligações.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) analisou planos básicos de quatro empresas, que juntas detêm quase 90% do mercado, e concluiu que os clientes são induzidos a contratar pacotes mais caros por falta de conhecimento.

Com o resultado da pesquisa, o instituto notificou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pedindo mais fiscalização e padronização na cobrança tarifária. O levantamento do Idec foi feito com o objetivo de avaliar a qualidade das informações prestadas pelas operadoras sobre preços, valor de franquia e detalhes de cada plano.

“Inicialmente, esperávamos conseguir todos os dados nos sites, mas foi impossível”, diz a advogada Estela Guerrini, responsável pela pesquisa. “Quando os números estavam disponíveis, eram incompletos ou confusos.”

Sem saber as condições e os valores de tarifa de cada plano, fica difícil comparar operadoras para escolher a mais barata. Os produtos oferecidos pelas empresas de telefonia fixa se tornam mais ou menos vantajosos de acordo com o perfil de cada cliente.

Por isso, antes de começar a via-crúcis atrás de valores é preciso definir os gastos mensais com telefonia e tempo consumido com ligações para celular, DDD e local. De forma geral, segundo o Idec, os planos mais interessantes são os que oferecem franquia livre – quando o valor da chamada é debitado da assinatura mínima mensal

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