Telefonia é dor de cabeça constante do consumidor

Marcelo Moreira

21 de novembro de 2008 | 17h16

ELENI TRINDADE – JORNAL DA TARDE

O setor de telefonia continua sendo uma grande dor de cabeça para o consumidor que recorre à coluna Advogado de Defesa do JT. É o que mostra o ranking relativo ao período de 21 de setembro a 20 de outubro. As três primeiras colocadas (Telefônica, TIM e Vivo) concentram 25% das queixas. No total, a coluna recebeu 467 cartas e teve 397 delas respondidas.

Após uma queda no número de cartas no mês passado, a Telefônica volta a apresentar aumento no número de reclamações. Este mês foram 67 cartas contra 60 no mês anterior. As queixas variam entre Speedy, cobrança indevida e problemas na linha.

Uma delas é a de Daniela Azzoni Avino. Após pedir a transferência de uma linha para sua casa, ela solicitou o cancelamento do Speedy que acompanhava essa linha, pois já tinha o serviço de internet em casa. “Não cancelaram e passaram a gerar cobranças”, explica ela. “Reclamei muito, mas agora tudo está resolvido.”

Na segunda colocação aparece a TIM com 31 cartas – cerca de 30% a mais que no levantamento anterior.

As principais reclamações sobre a empresa de telefonia móvel foram problemas com planos de minutos e cobrança indevida. Ana Maria Vicente contratou um plano TIM que dava desconto em ligações, mas ao receber as contas percebeu que havia erros. “Reclamei e ficaram de regularizar, mas o problema persistiu”, afirma ela.

A TIM respondeu que as cobranças são devidas, pois a cliente tinha uma promoção com desconto em que se ultrapassasse os minutos disponíveis seria cobrada com tarifa normal. A Vivo vem em terceiro com 20 reclamações.

Entre as queixas, débito indevido e problemas com promoções e planos. Depois de tentar cancelar uma linha da Vivo, Luciana Santos Duarte foi convencida a permanecer na empresa pelas vantagens oferecidas, mas o valor da conta subiu. “Estou preocupada, pois meu nome pode ir para o SPC.”

A empresa respondeu que fez ajustes na fatura.

Poucas queixas, mas nenhuma resposta. É o caso de empresas como Amesp, Fast Shop e Uniradial. No total, foram 70 cartas não respondidas.

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