Tarifas dos Correios sobem hoje

Marcelo Moreira

31 Julho 2008 | 15h15

A partir de hoje, os preços dos serviços postais dos Correios ficam,em média, 7,9% mais caros. O reajuste já havia sido anunciado pelo Ministério das Comunicações no dia 25. Mas somente ontem foi publicado no Diário Oficial da União.

Os Correios negam que o aumento tenha alguma relação com a greve de 21 dias dos funcionários, ocorrida neste mês. A empresa afirma apenas que o reajuste ocorre anualmente e corresponde ao repasse dos custos assimilados durante o período, como alta dos preços dos combustíveis, contratos de aluguel, transportes, vigilância, limpeza – e salários dos empregados.

O maior aumento, de 17,6%, será para carta internacional, com destino à Europa. A carta nacional simples terá reajuste médio de 8,5%, passando de R$ 0,60 para R$ 0,65. A carta comercial terá aumento médio de 10,7% e, na faixa de peso de até 20 gramas, subirá de R$ 0,90 para R$ 1.

O telegrama de balcão, enviado de uma agência dos Correios, subirá de R$ 5,25 para R$ 5,85. O telegrama fonado, enviado de um telefone, passará de R$ 4,23 e R$ 4,80. E o telegrama pela internet subirá de R$ 3,78 para R$ 4,05.

Os Correios informam os valores do Sedex não terão aumento, já que foram reajustados em 8,38% em abril. Também não terá reajuste a carta registrada nacional, que permanece em R$ 2,60. Já a carta registrada internacional subirá de R$ 3,50 para R$ 3,60.

No ano passado, os serviços foram reajustados em março e sofreram aumento médio de 5,5%.

NOVAS TARIFAS

  • Carta nacional de até 20 gramas: passa de R$ 0,60
    para R$ 0,65

  • Carta comercial até 20 gramas: passa de R$ 0,90 para R$ 1

  • Telegrama enviado de uma agência dos Correios: passa de R$ 5,25 para R$ 5,85

  • Telegrama por telefone: passa de R$ 4,23 a R$ 4,80

  • Telegrama pela internet: passa de R$ 3,78 a R$ 4,05

  • Carta registrada internacional: passa de R$ 3,50 para R$ 3,60

  • serviço de Sedex e carta registrada nacional: não sobem

  • Impresso Normal e Especial, Mala Direta, Fax Post e Caixa Postal: não sobem

  • Carta social (voltada à população de baixa renda): tarifa continua a R$ 0,01