Tarifa de telefone fixo sobe 0,65%

O serviço de telefonia fixa vai ficar até 0,65% mais caro a partir de sexta-feira nas áreas de concessão da Telefônica e CTBC Telecom, que inclui a região metropolitana de São Paulo. Com exceção de 2006, quando o reajuste foi negativo (-0,3759%), essa é a menor alta desde a privatização do sistema de telefonia

Marcelo Moreira

07 de outubro de 2010 | 13h12

Lígia Tuon

O serviço de telefonia fixa vai ficar até 0,65% mais caro a partir de sexta-feira nas áreas de concessão da Telefônica e CTBC Telecom, que inclui a região metropolitana de São Paulo. Com exceção de 2006, quando o reajuste foi negativo (-0,3759%), essa é a menor alta desde a privatização do sistema de telefonia, ocorrida em 1999.

O novo porcentual vale para serviços relacionados ao Plano Básico, de 400 minutos, e Alternativo de Serviço de Oferta Obrigatória (Pasoo), de 200 minutos.
Desta forma, o valor da tarifa de assinatura básica, que era de R$ 40,35, vai para R$ 40,60 – um aumento de 0,61%. A regra estabelecida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) permite um reajuste de até 9,7926% por item da cesta de serviços – composta pelas tarifas de assinatura e de minuto e a interurbana, formada por 16 degraus tarifários  – desde que a média ponderada dos reajustes seja 0,65%.

Apesar do porcentual de menos de 1%, o reajuste é criticado por entidades de defesa do consumidor. “Apesar de o aumento ser baixo, já houve um reajuste de 0,98% em setembro do ano passado, autorizado para essas mesmas empresas de telefonia”, afirma o Guilherme Varella, advogado do Instituto de Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Outra crítica é em relação à taxa de assinatura básica. “Essa tarifa, que, inicialmente, foi criada para ajudar na implantação da infraestrutura da telefonia fixa no Brasil, não tem mais sentido técnico e financeiro para existir, já que a estrutura foi finalizada. Além disso, é um valor alto, que representa 5,9% da renda mensal do brasileiro”, diz Varella.

O valor da tarifa fez com que o promotor de vendas Antônio de Santana desistisse do serviço. “Quando desligaram minha linha telefônica por engano, tratei logo de cancelar esse serviço. Me sentia pagando um aluguel pela linha. E dos bem caros”, reclama.

Ildete de Souza, aposentada, também não concorda em pagar o valor da assinatura. “Uso o telefone só para emergências e, mesmo assim, tenho de pagar esse valor que, muitas vezes, é maior do que o preço das minhas ligações”, afirma.

Tudo o que sabemos sobre:

AnatelIdecreajusteTelefônica

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.