Spam: 6 milhões só em julho

As mensagens eletrônicas indesejadas (spam) na caixa de e-mail parecem não dar trégua. O número de spams cresceu 1.000% em julho desse ano, em comparação com o mesmo mês de 2009 - de 466,1 mil para 6 milhões

Marcelo Moreira

04 de setembro de 2010 | 09h00

Lígia Tuon

As mensagens eletrônicas indesejadas (spam) na caixa de e-mail parecem não dar trégua. O número de spams cresceu 1.000% em julho desse ano, em comparação com o mesmo mês de 2009 – de 466,1 mil para 6 milhões –, segundo pesquisa do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert.br), que faz o levantamento com base em reclamações encaminhadas por usuários e administradores de rede.

Só de janeiro a julho deste ano, em comparação ao mesmo período de 2009, o crescimento foi de 632% – de 4 milhões para 30 milhões. Especialistas ligam o aumento ao maior número de pessoas com acessos a banda larga e redes sociais.

“Tem muita gente nova nesse meio digital que não utiliza soluções de proteção para o computador, ficam vulneráveis e acabam sendo infectadas”, analisa André Carraretto, diretor de engenharia de sistema da Symantec Brasil, fabricante de softwares de segurança.

Do total de mensagens eletrônicas analisadas pela Symantec em julho deste ano, 91% eram spams. “Os principais assuntos desses e-mails eram relacionados com a finalização da Copa do Mundo e o incidente com o vazamento de óleo no golfo do México”, afirma Carraretto.

Com mais gente utilizando a internet, o acesso à redes sociais também cresce. “As pessoas ficam mais suscetíveis aos vírus, por causa do uso das redes sociais, como Twitter e Facebook”, explica Eduardo Godinho, especialista em segurança da Trend Micro, empresa desenvolvedora de soluções em segurança.

Segundo ele, isso se complica com a incapacidade dos programas de acompanhar o ritmo de evolução dos vírus. “O antivírus não consegue trabalhar com esse tipo de ameaça de forma proativa. Temos uma ameaça nova a cada 2,5 segundos”, complementa.

O Brasil ficou com o terceiro lugar na lista dos dez países que mais enviaram spams nesse mês de junho, segundo pesquisa da Trend Micro. “O Brasil é um dos principais criadores de ameaças, como roubos de informação bancária. Além disso, outros fatores culturais e econômicos influenciam, como o hábito de comprar software pirata”, explica Godinho.

Segundo ele, todo sistema operacional tem brechas, que são corrigidas pelo fabricante em atualizações do programa. “O software pirata não vai vir com essa atualização, que é justamente feita para proteger o computador de vírus”, conclui.

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