Serviço precário e desesperador

Marcelo Moreira

25 de dezembro de 2009 | 18h26

Existem empresas que não só testam a paciência do consumidor como também parecem se esforçar ao máximo para prestar o pior serviço possível. Veja o martírio do leitor do JT Ricardo Polizel, de São Paulo:

“Comprei um sofá na Sylvia Design, em julho de 2009. Acontece que, depois de dois meses, o sofá apresentou defeito. Liguei em setembro para o SAC, que me prometeu que, dentro do prazo de dez dias, enviaria um técnico até a minha residência.

Passaram-se os dez dias e não tive nenhuma satisfação. Consegui falar com o gerente que disse que iria retornar, porém, ninguém me ligou. Falei com a vendedora que me atendeu na compra e ela disse que trocariam o sofá em até 30 dias.

Depois de 40 dias e sem o sofá novo, entrei em contato com o SAC, que marcou 15 dias para a entrega. O sofá chegou, mas veio na cor errada, então eles me garantiram que enviariam outro em mais 15 dias, mas não foi o que aconteceu.

Fui até a loja para pedir a devolução dos meus cheques pré-datados, mas disseram que não podiam cancelar a compra. Então, o fabricante assumiu o compromisso de trocar o sofá e de expandir a garantia para mais 12 meses. Mas até hoje estou com o sofá rasgado.”

RESPOSTA DA SYLVIA DESIGN: Contatamos o senhor Ricardo, em dezembro, para informar que o atendimento para reparo do item na assistência técnica foi cancelado. Estamos liberando um credito no valor do produto adquirido para a substituição da peça.

COMENTÁRIO DA REDAÇÃO: O consumidor informou que recebeu crédito para comprar produtos da loja.

COMENTÁRIO DO ADVOGADO DE DEFESA:
O consumidor recebeu um produto imprestável e foi tapeado por diversos atendentes, com promessas nunca cumpridas. Depois desta péssima relação de consumo, mesmo devolvido o dinheiro pago, a vítima tem o direito de ir ao Juizado Especial Cível para reparação por dano moral, como parte do desgaste sofrido no processo.

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