Seguro fiança: cresce a procura

Um quarto dos negócios de locação de imóveis na cidade de São Paulo tiveram o seguro fiança escolhidos como garantia de contratos para locação em dezembro de 2010. Essa modalidade apareceu em 26,71% dos negócios fechados naquele mês, enquanto o porcentual era de 17,19% em dezembro de 2009

Marcelo Moreira

31 de janeiro de 2011 | 08h07

Luciele Velluto

Um quarto dos negócios de locação de imóveis na cidade de São Paulo tiveram o seguro fiança escolhidos como garantia de contratos para locação em dezembro de 2010. Essa modalidade apareceu em 26,71% dos negócios fechados naquele mês, enquanto o porcentual era de 17,19% em dezembro de 2009.

Os dados são do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), que ainda mostram ter caído o número de contratos o com a exigência de fiador como garantia. Em dezembro de 2009, essa modalidade aparecia em 50,88% dos contratos.

No mesmo período do ano passado, essa participação foi para 43,38%. O depósito caução também tem ganhado maior destaque nos negócios de locação. Passou de 28,74% para 31,93% de dezembro de 2009 para o mesmo mês de 2010.
“O seguro fiança está se consolidando. É uma alternativa rápida e fácil para quem não em fiador. E bom para quem é locador”, explica José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP.

A modalidade é indicada pelos corretores de imóveis para quem é de fora da cidade e não tem como encontrar um fiador para alugar um imóvel. O valor do seguro fiança normalmente é de um aluguel e meio e esse dinheiro não tem retorno, como no caso do depósito caução.

“O que eu não recomendo é que o locador exija apenas o seguro fiança. Se o interessado tiver um bom fiador, não há problema em alugar sem o seguro. Só o seguro fiança pode até fazer com que o imóvel demore mais para alugar, por ser uma modalidade cara”, explica Juliana Moreira de Magalhães, diretora comercial da J2M Assessoria Imobiliária, que atua na região do Itaim Bibi e Vila Olímpia, na zona sul da capital.

Opções

Juliana indica outra modalidade que pode dar garantia para que tem um imóvel para alugar, como um tipo de previdência que funciona como um deposito caução. Viana também lembra que a Caixa Econômica Federal irá oferecer o Cartão Aluguel, que também dará garantias durante um ano de pagamento das mensalidades.

Balanço

Depois de dois meses de queda, o mercado de venda de imóveis usados registrou alta de 29,26% em dezembro do ano passado em comparação com novembro, de acordo com o Creci-SP.

“Durante o período eleitoral, as vendas ficaram devagar. Porém, depois das eleições as pessoas retomaram a confiança. Dezembro não costuma ser um período forte de vendas, mas esse foi”, comenta Viana. No último mês de 2010 foram vendidos 149 apartamentos (58,2% do total) e 107 casas (41,8%). Os imóveis acima de R$ 200 mil corresponderam a 62,25% dos negócios fechados.

A locação também cresceu em dezembro, com alta de 10,66% em relação ao mês anterior. E o movimento nesse segmento deve ser maior ainda no início desse ano por causa das universidades. “Tem edifício com fila de espera para alugar. Os de dois dormitórios estão em falta e o preço do de um quarto está bem alto”, conta Ryan Macedo, consultor de imóveis da Bruno Homara Imóveis, que atua nos bairros de Santa Cecília e Higienópolis.

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