Seguro automotivo: mercado ganha guia

Um guia para evitar transtornos e erros de informação na hora de contratar seguro. A novidade foi lançada na última sexta-feira pela Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) em São Paulo, aproveitando as comemorações dos 20 anos de aprovação do Código de Defesa do Consumidor (CDC) pelo Congresso Nacional

Marcelo Moreira

13 de setembro de 2010 | 12h00

Marcelo Moreira

 Um guia para evitar transtornos e erros de informação na hora de contratar seguro. A novidade foi lançada na última sexta-feira pela Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) em São Paulo, aproveitando as comemorações dos 20 anos de aprovação do Código de Defesa do Consumidor (CDC) pelo Congresso Nacional.

O Guia de Boas Práticas para o Seguro Automotivo traz informações úteis tanto para o consumidor como para o corretor. “Queremos ampliar a informação do consumidor que adquire seguros sobre seus direitos e sobre a responsabilidade das explica Jayme Garfinkel, presidente da FenSeg).

Entre as orientações às empresas na relação com segurados, o guia determina que as seguradoras mantenham serviço de atendimento ao cliente que forneça informações atualizadas sobre as etapas de aceitação, emissão, cobrança e regulação de sinistros.

Além disso, as empresas têm de fornecer com rapidez e clareza respostas aos questionamentos dos segurados, “sempre que possível no prazo máximo de cinco dias úteis (exceto nas situações em que as informações não dependam apenas da seguradora)”.

Também devem fornecer informações “claras, objetivas e precisas sobre o produto de seguro, coberturas, valor do prêmio a ser pago pelo segurado, limites de indenização, extensão e abrangência das coberturas contratadas”.
“O Guia de Boas Práticas traz recomendações que têm força de compromisso para as empresas signatárias do código de ética da entidade”, diz o diretor da FenSeg, Neival Freitas.

Outro ponto até então pouco discutido é o combate à combate à fraude na venda de peças e sucata. Para os veículos que renderam indenização integral a seus proprietários e que são irrecuperáveis, a orientação é que, após dar baixa na documentação do veículo no órgão de trânsito, as seguradoras devam vendê-los como sucata, fazendo a marcação das principais peças dos veículos vendidos nessas condições, discriminando-as em notas fiscais; ou vender a sucata como matéria-prima para reutilização por parte da indústria siderúrgica.

O guia deverá ser distribuído pelas empresas de seguro a todos os seus clientes.

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