Saiba controlar suas finanças

Marcelo Moreira

25 de março de 2009 | 22h19

SAULO LUZ – JORNAL DA TARDE

Adotar um orçamento doméstico rígido, com todos os gastos controlados na ponta do lápis. O conselho pode ser óbvio, mas ainda é a melhor solução para evitar derrapagens na situação financeira da família, segundo os especialistas em finanças pessoais. O primeiro passo para o controle absoluto é listar os gastos da família e estipulando um teto para cada despesa.

É nesse momento que você vai anotar os valores da mensalidade escolar, do plano de saúde e da prestação da casa e do carro. Mas não se esqueça também do lanche, das balas e revistas que compra eventualmente.

Após listar os gastos, acrescente a receita dos membros da família (salário, férias, bônus e lucros pessoais) e calcule o total dos gastos e receitas. Se você não tem muita intimidade com números, o trabalho pode ser facilitado com a ajuda de um programa de computador (como o Excel) que permita elaborar planilhas de receitas e gastos.

No site da Serasa (www.serasa.com.br/guia/56.htm), há um modelo de planilha mensal que o consumidor poderá tomar como base.

“Além do total de gastos não poder ultrapassar o que foi recebido, é recomendável sempre manter uma reserva de dinheiro para eventuais imprevistos”, avisa a diretora de estudos e pesquisas do Procon-SP, Valéria Rodrigues.

O analista de sistemas Marcelo J. Lopes, 41 anos, foi além e comprou um software exclusivamente para fazer controle de caixa. “Diariamente, lanço no programa tudo que gasto e todas receitas. Com isso, além de ter um histórico das finanças, dá gerar gráficos e ter uma ideia do ‘rombo’ financeiro e tentar fazer uma previsão para o mês seguinte”, afirma.

Marcelo conta que os gastos mais rotineiros e as despesas fixas são lançadas antes mesmo de serem cobradas. “Dessa maneira é possível saber com antecedência quanto vai sobrar para cada mês”, garante.

Economizando

Por último, reúna a família e defina os gastos prioritários e os que não são essenciais e podem ser cortados. As primeiras são as despesas eventuais (passeios, presentes e lazer). “Uma sessão de cinema pode ser trocada por um passeio gratuito para um parques, por exemplo”, lembra Ana Luiza Ariolli, supervisora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste).

Mas a maior preocupação é com as despesas fixas, responsáveis pelo maior impacto no orçamento. “Não há como fugir delas, mas é possível reduzir o peso de algumas, pechinchando no supermercado e economizando no telefone e outras contas”, diz Valéria.

Outro perigo é o crédito fácil que pode levar ao endividamento. “Orientamos que as pessoas não comprometam mais de 20% (no máximo 30%) do seu orçamento familiar com aquisição de crédito e empréstimos pessoais – inclusive cartões de crédito e financiamentos. Do contrário, a dívida pode se transformar numa bola de neve que não para de crescer”, recomenda Ana Luiza.

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