Reclamações: acordo difícil no Procon

Quase metade das empresas mais reclamadas no ranking geral do Cadastro de Reclamações Fundamentas de 2009 do Procon-SP se recusou a assumir compromisso com o órgão para que suas reclamações registradas fossem diminuídas. Das 33 chamadas pelo órgão, 15 não assinaram o termo

Marcelo Moreira

09 de junho de 2010 | 20h03

Lígia Tuon

Quase metade das empresas mais reclamadas no ranking geral do Cadastro de Reclamações Fundamentas de 2009 do Procon-SP se recusou a assumir compromisso com o órgão para que suas reclamações registradas fossem diminuídas.

Das 33 chamadas pelo órgão, 15 não assinaram o termo: Americanas.com, Banco Panamericano, Caixa Econômica Federal, Casas Bahia, Claro, Construtora Tenda, Embratel, LG, Marabraz, Microcamp, Nokia, Samsung, Sony Ericsson, Shoptime e Submarino.

Das 18 que aceitaram o acordo, seis se comprometeram a implantar medidas para diminuir em 58% o total de reclamações contra elas. As 18 empresas representam 59% das reclamações registradas no órgão.

Para Roberto Pfeiffer, diretor executivo do Procon-SP, o resultado da negociação é inédito.  “As 18 empresas se comprometeram, mas com essas seis há um compromisso mais forte, pois, além de estarem sujeitas às punições normais, caso haja descumprimento do acordo atual terão de desenvolver atividades relacionadas à educação para o consumo, como distribuição de cartilhas e veicular programas educativos.”

 Do grupo das seis companhias que fizeram o acordo mais específico estão as três primeiras colocadas do ranking de 2009: Telefônica, Itaú Unibanco e Eletropaulo, mais a TIM, NET e Medial.

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