Reajuste de tarifa da telefonia fixa deverá ficar abaixo de 4,46%

Marcelo Moreira

19 de julho de 2008 | 17h04

O reajuste das tarifas da telefonia fixa, que deverá ser divulgado nos próximos dias pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), deverá ficar abaixo dos 4,46%.
A agência concluiu ontem o último item que faltava para definir o porcentual de reajuste, aprovando a nova metodologia de cálculo do chamado fator X, que é um mecanismo de repasse para os clientes dos ganhos de produtividade das operadoras, entre elas Telefônica, Oi e Brasil Telecom.
O cálculo do reajuste das tarifas para os consumidores vai considerar a variação de 4,46% do Índice de Serviços de Telecomunicações (IST), verificada no período compreendido entre junho de 2007 e maio de 2008, à qual será aplicado o fator X como redutor.
No ano passado, por exemplo, o IST acumulado foi de 2,91% e os reajustes, com o redutor, variaram de 1,8% a 2,2% para as ligações locais. O IST também é usado para reajustar as tarifas dos interurbanos, das ligações internacionais e das chamadas para celulares feitas a partir de um telefone fixo.
O IST passou a ser usado para corrigir as tarifas em 2006, substituindo o Índice Geral de Preços -Disponibilidade Interna (IGP-DI). O IST, desenvolvido pela Anatel em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é uma cesta formada por vários índices, com maior participação do IPCA, e leva em conta também os custos das operadoras de telefonia.
No ano passado, as tarifas da Telefônica, operadora que cobre São Paulo, foram reajustadas em 2,2% em duas datas. Assinatura e habilitação -tarifa referente à instalação da linha – subiram em julho; já as ligações locais de fixo para fixo foram alteradas em outubro.

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