ProTeste pede à Anatel punição à operadora Oi

Marcelo Moreira

28 Junho 2012 | 16h58

José Gabriel Navarro

A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (ProTeste) enviou ontem uma queixa formal contra a operadora Oi à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).De janeiro a maio de 2012, a organização já recebeu 777 queixas contra a empresa, mais da metade do registrado em todo o ano de 2011 (1.342). Em 2010, a quantidade de queixas havia sido de 1.063. Mas o problema maior, para a ProTeste, está no descaso da Oi.

“Temos outras empresas com muitas queixas, mas elas costumam oferecer alguma solução. A Oi tem nos dado uma resposta a cada dois, três meses, e de modo insuficiente. Isso mostra a falta de qualidade do serviço e a falta de conhecimentos legais por parte da companhia”, afirma a coordenadora institucional da ProTeste, Maria Inês Dolci.
Ela avisa ainda que, caso a queixa à Anatel não resolva o problema, a associação deve recorrer diretamente à Justiça para punir a Oi, que fornece linhas telefônicas e conexão à internet.

As reclamações dos clientes vão desde interrupções sem motivo da prestação de serviços até negativas de desbloqueio de chip do celular, mote dos comerciais da Oi quando a marca estreou no mercado.

A operadora, por meio de assessoria de imprensa, diz que “criará um sistema de call center integrado, reduzindo a queda de chamadas e otimizando o recebimento, endereçamento e tratamento das demandas dos clientes”.

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