Proteção mais em conta para o seu veículos

Marcelo Moreira

01 de setembro de 2009 | 21h55

FERNANDO TAQUARI – JORNAL DA TARDE

as associações de proteção veicular são uma novidade para quem não tem condições ou não quer contratar um seguro tradicional. Ao optar pelo serviço, os associados têm seus veículos protegidos apenas contra colisões, furtos qualificados e roubos.

Para tanto, pagam uma mensalidade mais barata do que as pessoas que escolhem o seguro, que cobre ainda contra danos e lesões a terceiros, além de serviços extras, como guincho e carro reserva.

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) diz que para oferecer a proteção veicular, a associação precisa estar conveniada com uma seguradora.”O consumidor que compra um contrato de seguro de uma empresa não autorizada se arrisca a perder todo o dinheiro pago”, afirma em nota a Susep, órgão responsável pelo controle do mercado de seguros privados.

Já o presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros (Sincor-SP), Leôncio Arruda, diz que essas associações não têm reservas financeiras suficientes para bancar a proteção.

Pioneira no País no mercado de proteção veicular, a Approva existe há quatro anos e tem 10 mil associados. A maioria é de Minas Gerais, onde está localizada a sede da associação, que também atua em São Paulo e outras regiões do Brasil. A Approva não está conveniada com nenhuma seguradora.

Mesmo assim, Daniel Alessandro Costa, diretor-presidente da associação, sustenta a condição legal da empresa.”Oferecemos proteção veicular e não seguro. Apesar do mesmo objetivo, são coisas distintas”, afirma.

Costa afirma que a associação registra entre 50 e 100 ocorrências (entre roubos, furtos e colisões) por mês e que há recursos suficientes para atender a todos os veículos cadastrados, cujos donos pagam uma mensalidade para ter direito à proteção. O preço varia de acordo com o automóvel.

Para veículos até R$ 25 mil, a mensalidade é de R$ 18, mais a taxa de adesão de R$ 60. No rateio de todo prejuízo, o associado responsável pelo veiculo danificado participará dos custos decorrentes com o equivalente a 3% do valor de seu veiculo.

Esta participação não pode ser inferior a R$ 600. Para efeito de comparação, um pai de família, com 45 anos de idade, paga por um seguro contratado na Porto Seguro R$ 140 por mês (R$ 1.673 por ano) por um carro avaliado em torno de R$ 20 mil.

Neste caso, a cobertura envolve apenas colisões, furto qualificado, roubo e incêndio. Para chegar ao valor, a empresa leva em consideração uma série de fatores, com a idade, o estado civil e a região onde reside o segurado, além do modelo e do ano do automóvel.

Segundo Paulo Garbossa, consultor da ADK, antes de optar entre o seguro e a proteção veicular, o interessado deve buscar o máximo de informações sobre a empresa que pretende contratar, independente de ser uma seguradora ou uma associação.

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