Proibida a venda de lote de talco

Marcelo Moreira

23 de janeiro de 2009 | 13h09

ELENI TRINDADE e SAULO LUZ – JORNAL DA TARDE

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo proibiu a venda do talco cremoso Turma da Mônica do lote 7.226 (14.600 unidades) válido até agosto de 2009 e distribuído em embalagem de 200 ml.

Análises de laboratório constataram que o produto apresentava PH (medida que indica se uma solução líquida é ácida) inferior aos parâmetros registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), portanto, mais ácido que o anunciado.

A medida é apenas preventiva, segundo a Secretaria, pois, não foram registrados problemas até agora. A mesma diferença de PH foi apresentada pelo condicionador Turma da Mônica do lote 8.057, com validade até fevereiro de 2010, também vendido em apresentações de 200 ml. A Vigilância Sanitária aguarda confirmação do resultado.

“Um cosmético com PH mais ácido do que o determinado para sua categoria pode causar irritação, vermelhidão e sensação de queimação, descamação da pele – retirando a camada superficial de proteção – ou até mesmo uma infecção por fungos, bactérias ou vírus”, explica Meire Brasil Parada, médica dermatologista, colaborada da Unidade de Cosmiatria da Unifesp e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

“Em alguns casos, a pessoa pode usar o produto e não acontecer nada, mas não temos como prever.Portanto, os produto têm mesmo de sair do mercado”, conclui ela.

A fabricante do talco, Lipson Cosméticos Ltda., foi notificada e é responsável pelo recolhimento do produto.

A Kimberly-Clark, detentora dos direitos de comercialização, informa que não há necessidade de recall envolvendo os consumidores, tanto pela qualidade do produto que não oferece risco à saúde, quanto pela legislação.

“Nessa análise, realizada pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), de Minas Gerais, o produto apresentou PH de 6.16, índice diferente do que o especificamos no registro do produto na Anvisa em 2007– na faixa de 6.3 a 6.7”, confirma Marco Antonio Iszlaji, diretor de assuntos legais e corporativos da Kimberly-Clark Brasil.

Segundo Iszlaji, a empresa já atualizou esse nível de PH na Anvisa em dezembro, fixando-o entre 5.5 a 7.5.

A empresa diz, ainda, que a diferença de PH apurada é mínima e não torna os produ

Mesmo assim, a empresa informa que está retirando os produtos dos locais de venda. “Vamos proceder de maneira preventiva”, afirma ele.

tos inadequados ao consumo.

“Temos resultados de testes emitidos pelo laboratórios Medlab (análises cientificas)e Allergisa (de pesquisa dermato-cosmética) que confirmam que os níveis de PH do produto não causam nenhum dano à saúde”, afirma.

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