Procon notifica Claro por taxa de reserva do iPhone

Marcelo Moreira

29 de agosto de 2008 | 23h50

ELENI TRINDADE E RODRIGO GALLO – JORNAL DA TARDE

O Procon-SP notificou a Claro ontem à tarde pedindo explicações sobre a “taxa de reserva” para entrar na fila de compra do iPhone, o novo celular da Apple. A empresa tem recolhido R$ 100 dos interessados em adquirir o equipamento, que pode ser lançado até o fim do ano.

Segundo o diretor de atendimento da entidade, Evandro Zuliani, quem se cadastra no site da operadora não sabe que deverá pagar esse valor para garantir o direito de aquisição do produto, ferindo o artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor (CDC).

A Claro tem até terça-feira para prestar esclarecimentos ao Procon. “Precisamos entender como funciona a promoção para decidir que providências adotar. Do jeito que está, é uma oferta surpresa tipo o ‘Kinder Ovo’, pois as pessoas não sabem quanto vão pagar, qual será o plano de tarifas e quando terão acesso ao produto.”

Segundo a empresa, o cadastro é para os interessados receberem informações em primeira mão sobre o aparelho, sejam clientes ou não.Mais de 100 mil pessoas já entraram na fila de espera.

(FOTO: REUTERS)

Os cadastrados são contatados por telefone para confirmar o interesse em entrar na fila, com taxa de R$ 100. O valor seria abatido do preço final do aparelho.

A Vivo, que também anunciou a venda do celular no País, sem data definida, também está cadastrando os interessados em seu site, mas somente para receberem informações sobre o novo produto, sem qualquer cobrança.

Outra candidata a vender o desejado celular no Brasil, a TIM disse apenas que está finalizando as negociações para poder oferecer o iPhone.

Nenhuma das empresas em questão informou o possível valor do equipamento. De acordo com o consultor Ethevaldo Siqueira, o aparelho poderá custar menos de R$ 500 caso o consumidor opte por contratar um plano de minutos.

“Nos Estados Unidos, já é possível comprar um iPhone 3G por a partir de US$ 199. Aqui, o produto deverá custar cerca de 50% mais caro, então, vai chegar aos consumidores por US$ 300”, calculou.

Com base na cotação do dólar de ontem, o equipamento, pela lógica utilizada por Siqueira, chegaria às lojas brasileiras por R$ 489.

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