Procon exige explicações da Gol

A Fundação Procon de São Paulo notificou ontem a Gol a apresentar até sexta-feira explicações para a onda de atrasos e cancelamentos de voos que prejudicam passageiros desde o fim de semana. O órgão quer saber as causas do problema

Marcelo Moreira

04 de agosto de 2010 | 12h26

Bruno Tavares

A Fundação Procon de São Paulo notificou ontem a Gol a apresentar até sexta-feira explicações para a onda de atrasos e cancelamentos de voos que prejudicam passageiros desde o fim de semana. O órgão quer saber as causas do problema, o número de pessoas afetadas e as providências adotadas pela companhia.

É com base nessas informações que serão definidas eventuais punições à empresa, que podem chegar a multa de até R$ 3 milhões. “A falha na prestação do serviço ocorreu, isso é fato. Vamos apurar agora se a empresa infringiu o Código de Defesa do Consumidor e as legislações correlatas”, disse o diretor de Fiscalização do Procon-SP, Paulo Arthur Góes.

Anteontem, agentes do Procon-SP estiveram em Congonhas para verificar o tratamento dado aos passageiros. “Posso adiantar que, pelo que vimos, a companhia não prestou assistência adequada”, assinalou Góes.

Apesar de o movimento nos aeroportos ter sido mais tranquilo em relação a anteontem, vários passageiros tiveram transtornos. As professoras Cristiane Nunes e Roselena Martins tiveram de esperar 57 horas e 40 minutos entre o voo cancelado pela Gol em Aracaju no domingo e o voo da TAM que as levou ontem de Guarulhos a Porto Alegre.

O voo original delas partiria da capital de Sergipe às 5h20 de domingo, para a capital gaúcha, com escala em Salvador e conexão em Brasília. Mas foi cancelado. Elas foram realocados para o voo das 16h10 de anteontem.

Após pernoitar e passar o dia num hotel pago pela Gol, a van que as levaria ao aeroporto não chegou na hora marcada. Souberam que o segundo voo havia sido cancelado. Em vez de ir até Brasília para a conexão, tiveram de embarcar para Guarulhos e dormir num segundo hotel.

Ontem, ao chegar a Cumbica para o voo de 14h20, souberam que este também havia sido cancelado. “A passagem foi comprada há cinco meses, tudo programado. Agora perdemos dois dias de trabalho e estamos acabadas”, lamentou Cristiane. Após negociar muito, conseguiram ser realocadas para um voo da TAM que partiria às 15 horas. “Ninguém da Gol assume o que está acontecendo”, criticou Roselena.

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