Procon em SP deixa consumidor na fila

Muita fila e horas de espera. Os consumidores paulistas têm enfrentado dificuldade nos atendimento dos Postos do Poupatempo, desde o dia 14 setembro quando os funcionários da Fundação Procon-SP iniciaram manifestações em busca de 20% de reajuste salarial

Marcelo Moreira

04 de novembro de 2010 | 08h09

Carolina Marcelino

Muita fila e horas de espera. Os consumidores paulistas têm enfrentado dificuldade nos atendimento dos Postos do Poupatempo, desde o dia 14 setembro quando os funcionários da Fundação Procon-SP iniciaram manifestações em busca de 20% de reajuste salarial.

A administradora Roseli Camperlingo, de 47 anos, comprou uma televisão em uma loja pela internet e não a recebeu. Sem respostas da empresa, a consumidora ligou no telefone 151, do atendimento telefônico do Procon.

Orientada por um funcionário a ligar no Poupatempo da Sé para agendar uma visita, a administradora entrou em contato, mas foi informada de que os postos estavam trabalhando em “operação padrão” (quando os procedimentos são seguidos à risca, o que pode provocar demora no cumprimento de tarefas) e que, por isso, só haveria uma data disponível para dali três dias.

Segundo o diretor da Associação dos Funcionários do Procon (AFP), Thiago Fernandes, para agilizar o atendimento, pulávamos algumas etapas. “Se antes atendíamos 60 por dia, agora recebemos apenas 40.”

Dois dias foi o tempo que o auxiliar de importação e exportação, Maikon Dayan, 36, levou para conseguir agendar atendimento. Depois de enfrentar problemas com seu celular, ele foi ao Poupatempo da Sé por volta das oito horas da manhã, na esperança de ser um dos primeiros a ser atendido.

Porém, foi informado que não haviam mais senhas para aquele dia. O auxiliar voltou ao Posto no dia seguinte às 6h30 da manhã e conseguiu uma senha para às 17h. “Consegui ser atendido, mas tive que ser persistente”, afirmou o consumidor.

“A intenção é chamar a atenção do governo para as nossas condições de trabalho”, completou Fernandes. A diretoria da AFP já teve duas reuniões com o secretário de Justiça do Estado de São Paulo, Ricardo Lem, para pedir a aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Sem acordos até o momento, uma nova reunião foi marcada para o dia 9 de novembro.

Segundo as assessorias do Procon e da Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo, os três postos de atendimento do Procon – Itaquera, Sé e Santo Amaro – estão funcionando normalmente. Há dois meses, cerca de 250 funcionários colocaram nariz de palhaço durante um evento do Código de Defesa do Consumidor em sinal de protesto.

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