Procon autua 26 lojas do JK Iguatemi

Marcelo Moreira

29 de junho de 2012 | 08h17

JOSÉ GABRIEL NAVARRO

O shopping center JK Iguatemi, na zona sul de São Paulo, foi alvo de uma operação conjunta de fiscalização do Procon-SP com o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP). Cerca de 15% das 189 lojas do lugar foram vistoriadas, e 26 foram autuadas por infringir o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e normas do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

A ação, realizada anteontem, durou cerca de seis horas e contou com oito fiscais do Procon e oito do Ipem-SP. O motivo foi a denúncia de um cliente do shopping. O consumidor disse que havia lojas exibindo os preços dos produtos em moeda estrangeira, segundo o assessor técnico do Procon Márcio Marcucci.

Na verdade, apenas uma loja foi vista praticando essa infração – a filial de uma importante rede internacional de produtos para o lar, especializada na venda de móveis e acessórios com preços exibidos em euro.

“O valor em moeda estrangeira deve ter, na etiqueta, a conversão para o real em tamanho igual ou maior”, afirma Marcucci, citando o CDC. Ainda de acordo com o assessor técnico, entre as irregularidades detectadas pelo Procon estavam a ausência de informação do preço, sobretudo nas vitrines, problema considerado comum em shopping centers.

As infrações anotadas pelos fiscais do Ipem-SP eram relativas a roupas de grifes famosas. Nas etiquetas das peças, em muitos casos não constavam dados como o país de origem e o tipo da matéria-prima usada na confecção.
Por meio de assessoria de imprensa, o JK Iguatemi se limitou a dizer que “mantém uma relação comercial com os lojistas, que são integralmente responsáveis pelos produtos expostos”.

Prevista para 19 de abril deste ano, a inauguração do shopping havia sido proibida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Não estavam concluídas as obras exigidas para desafogar o trânsito na região. Com isso, a abertura do JK ocorreu apenas uma semana atrás, em 22 de junho.

A administradora Iguatemi e a construtora WTorre, responsáveis pelo empreendimento, investiram mais de R$ 300 milhões no shopping, e ainda devem entregar um viaduto e uma passarela para garantir o bom fluxo de pessoas e automóveis no local.

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