Problemas nos aeroportos devem continuar

Os problemas com a companhia Gol ainda devem persistir por alguns dias. Mesmo com as providências adotadas pela empresa, que incluem a revisão das escalas de seus tripulantes, a reorganização da malha aérea não é imediata

Marcelo Moreira

03 de agosto de 2010 | 10h58

Nataly Costa e Bruno Tavares

Os problemas com a companhia Gol ainda devem persistir por alguns dias. Mesmo com as providências adotadas pela empresa, que incluem a revisão das escalas de seus tripulantes, a reorganização da malha aérea não é imediata.

Isso ocorre porque, nos últimos anos, as companhias aéreas montaram malhas mais “apertadas” para aproveitar ao máximo suas aeronaves. Um avião que decola pela manhã de Porto Alegre, por exemplo, passa até 18 horas “pulando” de cidade em cidade até parar para manutenção.

Se por um lado isso aumenta a margem de lucro das companhias, de outro cria o risco de efeito dominó – ou seja, um problema qualquer em uma dessas escalas impacta toda a malha.

Apesar da presença dos Juizados Especiais e do balcão de reclamações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a situação ontem era de descrença por parte dos passageiros em São Paulo.

O empresário Renato Marchesi foi o único a reclamar em um grupo de 36 pessoas que tiveram o voo atrasado em Congonhas. Voltou do guichê da Anac com um número de protocolo na mão. “Talvez multem a Gol. E a gente? Continua na mesma.”

Ele não se preocupou em prestar queixa no Juizado. O setor recebeu dez reclamações, que resultaram em dois acordos. Já em Cumbica, foram oito reclamações ontem, que resultaram em cinco acordos. As outras vão seguir os trâmites normais do processo.

Os juizados começaram a operar no dia 23 de julho para atender passageiros que tiverem problemas com extravio de bagagens, atrasos e cancelamentos de voos, além de overbooking.

Eles funcionam todos os dias e possibilitam a resolução rápida e gratuita do conflito, por meio da conciliação entre consumidor e empresa, de questões que envolvam até 20 salários mínimos, ou seja sem a necessidade de um advogado.

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