Preços variam até 68% nas lojas da capital

Marcelo Moreira

26 de novembro de 2011 | 07h31

Camila da Silva Bezerra

Consumidor que pesquisa preços de eletrodomésticos antes de comprá-los pode economizar até 68%. É o que mostra pesquisa feita pela Fundação Procon, que constatou que o mesmo produto – um depurador de ar – foi encontrado por R$ 89 e R$ 149,50 em lojas da zona leste e norte da capital, respectivamente. Foram visitados oito estabelecimentos comerciais de todas as regiões da cidade, no dias 13 e 14 de outubro.

Diante da diferença nos preços, o diretor executivo do Procon, Paulo Arthur Góis, recomenda ao consumidor pesquisar e se planejar antes de ir às compras. “A internet é uma boa ferramenta para isso.” O especialista diz não valer a pena rodar pela cidade à procura do melhor valor. “O preço da loja de uma rede é certamente o mesmo em todas as unidades daquela empresa”, diz Góis.

O educador financeiro do Instituto DSOP, Reinaldo Domingos, afirma que o consumidor deve levar em conta o quanto é cobrado e não a sofisticação do estabelecimento na hora de comprar.

“O preço de uma loja sofisticada é mais elevado por conta do padrão de vida daquelas pessoas que moram na região. E os comerciantes têm de pagar aluguéis mais caros e salários mais altos aos funcionários, custos que são repassados para o cliente. Por isso, às vezes sair da zona sul, para ir buscar um produto na zona leste ou no centro, pode valer a pena”, aconselha Domingos, que aponta as redes sociais como outra ferramenta eficaz de consulta. “Quer lugar melhor para pesquisar? Os seus amigos vão direcionar você para os menores preços.”

Além de depuradores de ar, o Procon comparou o valor de mais 77 produtos, entre eles micro-ondas, refrigeradores, fogões e máquinas de lavar. Porém, como a pesquisa foi feita nos dias 13 e 14 de outubro, é possível que haja alterações nos valores.

Momento de comprar

A cotação do dólar, que acumulou alta de 5,8% nesta semana, não deve influenciar o valor dos eletrodomésticos fabricados com peças importadas, de acordo com o educador financeiro Reinaldo Domingos. Isso porque os preços são definidos pelo mercado de consumo, que segue aquecido graças aos consumidores que continuam comprando, mesmo sem ter dinheiro para a compra à vista (e optam pela compra a prazo).”

Além disso, pesa também a decisão dos varejistas de não repassar a alta do dólar ao consumidor. No entanto, quem pretende comprar eletrodomésticos e demais presentes para o Natal, deve fazê-lo agora, já que a proximidade com a data comemorativa aumenta o preço das mercadorias.

O educador financeiro aconselha o consumidor que está com orçamento apertado a ir às compras apenas na segunda semana de janeiro, quando os preços voltarão a cair, já que, segundo ele, a alta da moeda estrangeira também não terá efeito nos próximos meses.

 

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