Preço do material escolar varia até 177%

Marcelo Moreira

06 de janeiro de 2009 | 13h55

PAULO DARCIE – JORNAL DA TARDE

Os presentes de Natal mal acabaram de ser comprados e mais gastos já estão por vir: a lista de material escolar para 2009, cujos itens apresentam uma enorme variação de preço. O JT cotou 22 produtos em papelarias da capital e constatou que as diferenças chegam a 177%.

As maiores discrepâncias foram verificadas para artigos de valor mais baixo. O campeão foi o apontador da marca CIS, que custa R$ 0,90 em uma papelaria e sai por R$ 2,50 em outra, ou seja, 177% mais.

Outro modelo, o LV Faber Castell, com depósito de plástico, é vendido por R$ 0,45 na papelaria em que estava mais barato e por R$ 1 onde tinha o valor mais alto, uma diferença de 122%. O item mais caro da lista, um caderno de 200 páginas, teve diferença de até 54%.

Com o retorno das crianças às aulas, os últimos 15 dias de janeiro devem ser, como todo ano, de grande movimento nas papelarias. “Poucos se adiantam. As pessoas deixam sempre para janeiro”, afirma Julio Takayama, proprietário da Papelaria Metropolitana, na Vila Buarque, centro.

Como auxílio para os pais na hora da compra, papelarias como a Metropolitana e a Japuíba, na Casa Verde, fazem orçamentos de listas de material por e-mail. O pagamento pode ser feito em três vezes sem juros na primeira, para compras acima de R$ 100, e na segunda para valores mais altos do que R$ 150.

A assistente de direção do Procon-SP, Selma do Amaral, recomenda aos pais uma análise atenta dos materiais listados. Segundo ela, já foi comum escolas incluírem itens como folhas de sulfite e papel higiênico nessas relações. “Isso ainda pode acontecer. São produtos que já estão incluídos no orçamento da escola, e não devem ser cobrados dos alunos.”

A instituição, diz ela, não pode impor marcas e nem a compra em uma loja específica. “Ela pode sugerir”, afirma, lembrando que são comuns convênios entre escolas e papelarias.

Essencial, também, é questionar quais os itens mais urgentes e quais podem ser comprados mais tarde. “A escola pode mudar de planos no meio do ano e a compra pode ter sido em vão.” Fazer uma busca pelas sobras do ano passado também ajuda a economizar. “E faz parte da educação financeira das crianças”, diz a assistente de direção do Procon.

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