Preço de material escolar tem variação de até 163%

Um levantamento realizado pela Fundação Procon-SP comprova que vale a pena pesquisar preços antes de comprar o material escolar dos filhos. A pesquisa, que apurou os valores de 137 itens vendidos em dez papelarias da capital paulista, mostra que a diferença chega a 163,16%, como no caso de um simples lápis

Marcelo Moreira

19 de janeiro de 2011 | 17h00

Carolina Dall’Olio

Um levantamento realizado pela Fundação Procon-SP comprova que vale a pena pesquisar preços antes de comprar o material escolar dos filhos. A pesquisa, que apurou os valores de 137 itens vendidos em dez papelarias da capital paulista, mostra que a diferença chega a 163,16%, como no caso de um simples lápis.

O produto, que é vendido por R$ 1 em um estabelecimento da zona sul, sai por R$ 0,38 numa outra loja localizada na zona norte. A economia de R$ 0,62 pode até ser considerada pequena, mas se torna bem grande conforme o tamanho da lista de itens que necessitam ser comprados.

“O consumidor não deve se pautar por promoções pontuais, e sim procurar os estabelecimentos que oferecem bons preços em diversos produtos”, aconselha Helena Gerencer, técnica do Procon-SP. “Só assim ele conseguirá uma economia significativa.”

Ao comprar 15 produtos pesquisados pelo Procon-SP na papelaria Misaspel, na zona oeste (a que apresenta a maior quantidade de itens vendidos por um preço inferior à média apurada), o cliente gasta R$ 64,26. Caso adquira a mesma lista na papelaria Momotaro, na zona sul (a mais cara, segundo aponta a pesquisa), a compra sairá por R$ 83,70. Um diferença de R$ 19,44, ou 30,25%.

“Por isso, é essencial que o consumidor pesquise e compare preços de vários produtos para só então decidir em que estabelecimento vai realizar suas compras”, reitera Helena. Para fazer as comparações, vale a pena navegar na internet, diz a técnica do Procon-SP. Mesmo quem não pretende comprar o material escolar em lojas virtuais pode usar os preços ali praticados como parâmetro.

Mas para decidir em que loja fazer as compras, o consumidor deve contabilizar não apenas o preço dos produtos, mas também os custos de deslocamento. “Não vale a pena atravessar a cidade por uma promoção”, atesta a advogada Juliana Dias, de 35 anos, com a experiência de quem tem dois meninos em idade escolar. “O que você economiza na compra gasta com transporte.”

E Juliana aprendeu a lição na prática. Ela costumava ir até uma papelaria na região da Rua 25 de Março, no centro, para comprar o material escolar das crianças. “A loja tinha preços ótimos. Mas como eu ia de carro, para poder trazer as compras, acabava gastando pelo menos R$ 15 com estacionamento. Não compensava”, conta.

Foi então que Juliana decidiu se unir a um grupo de mães que já costumava fazer uma compra coletiva de material escolar para economizar. “Eram seis mulheres que conseguiram, na papelaria vizinha ao colégio dos meus filhos, um desconto de 10% por fazer a compra em conjunto”, explica Juliana. Há quatro anos, a advogada se juntou ao grupo. “Gasto menos do que antes”, admite ela.

A dona de casa Margarida Vieira, 40 anos, que também faz parte do grupo de mães, dá ainda outra dica importante para quem quer economizar. “Evito produtos que têm personagens famosos na estampa, porque são mais caros”, ensina. Como já informou o JT, os produtos com personagens licenciados custam até 465% a mais que um item comum.

Outro conselho para o consumidor gastar menos é verificar os itens que sobraram em casa e que podem ser aproveitados no ano letivo seguinte.

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