Preço de brinquedo tem diferença de até 133%

Você compra um brinquedo e depois descobre que poderia ter economizado R$ 40 no mesmo produto. A situação é fictícia, mas a diferença é real e foi encontrada no preço da boneca Fala Filhinha 50 frases em pesquisa feita pelo Procon-SP

Marcelo Moreira

06 de outubro de 2010 | 13h01

Gisele Tamamar

Você compra um brinquedo e depois descobre que poderia ter economizado R$ 40 no mesmo produto. A situação é fictícia, mas a diferença é real e foi encontrada no preço da boneca Fala Filhinha 50 frases em pesquisa feita pelo Procon-SP. O item infantil era vendido por R$ 29,90 no Estrela Magazine, na zona leste, e por R$ 69,90 no Carrefour, na zona sul, uma diferença de 133,78%.

O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 17 de setembro. “Percebemos que localização, porte da loja, poder de barganha com o fabricante e instalação dentro ou fora de shopping são fatores que podem encarecer ou baratear o produto”, destaca a supervisora da pesquisa do Procon-SP, Cristina Rafael Martinussi.

Por isso, a supervisora diz que é importante acompanhar a pesquisa de preços, mas é preciso ponderar o custo benefício do deslocamento. “Às vezes não compensa ir até um lugar onde o brinquedo está sendo vendido um pouco mais barato”. A dica é calcular o preço médio e usá-lo para negociar na hora da compra.

A escolha dos produtos pesquisados é feita com base em uma lista de lançamentos e brinquedos mais vendidos segundo os fabricantes e consulta nas próprias lojas.

É preciso ficar atento porque com o valor da diferença, o consumidor pode comprar mais presentes. Na maior variação, de R$ 40, por exemplo, é possível adquirir uma boneca Barbie (o modelo mais simples custa em média R$ 25) e completar com um livro.

A segunda maior diferença, de 83,78%, foi encontrada nas bonecas da Coleção Frutinhas. O preço varia de R$ 18,99 no Armarinhos Fernando e R$ 34,90 no Carrefour. Em nota, o Carrefour esclarece que os preços da unidade são fixados de acordo com pesquisas realizadas pela própria rede na região.

A empresa informa que conta com o compromisso público, em que se obriga a devolver a diferença em dinheiro, caso o consumidor encontre outro estabelecimento varejista que ofereça o mesmo produto com preço inferior ao seu.

Consciente da diferença de preços existente no mercado, a professora e tradutora Úrsula Hummel, 36 anos, sempre pesquisa em sites e lojas físicas para presentear a filha Isabela, de 10 anos, e o filho Leonardo, de 4.

Ela procurou um livro para a filha em um site de pesquisa que apontou apenas uma loja. O produto estava em “promoção” de R$ 85 por R$ 69.

“Não fiquei satisfeita e passei a entrar em site por site e consegui achar o mesmo produto por R$ 29,90”, relata. A filha também ganhará um relógio para trocar as pulseiras.

Para Leonardo, ela comprou uma pista do Mighty Beanz por R$ 110 e chegou a encontrar uma diferença de R$ 30. Para completar o presente, um robô de R$ 29. “Até achei mais barato na internet, mas preferi não correr o risco do produto não chegar a tempo”, diz.

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