Por que a financeira não libera o documento do carro?

Marcelo Moreira

08 de fevereiro de 2010 | 20h24

Estão cada vez mais comuns os problemas com a documentação de carros envolvidos em transações comerciais. Geralmente os erros são cometidos por quem compra o veículo, que não regulariza a documentação ou simplesmente se recusa a fazer a transferência para o seu nome. Entretanto, quando o problema é com a empresa financeira que detêm os documentos, como o caso da leitora Fábia Prudêncio Morais, de São Paulo, o caso é inexplicável. Leia o relato:

“Em dezembro de 2006, fiz um financiamento/leasing com a Aymoré Financeira, que está relacionada com o Banco Real. Em novembro de 2009, quitei o veiculo com o objetivo de comprar um novo carro. Depois de fazer todos os procedimentos, a financeira disse que, no máximo em 20 dias úteis, eles devolveriam o Documento Único de Transferência (DUT) do veículo com as informações para transferência de proprietário e reconhecimento de firma.

Neste mesmo período, comprei um novo veiculo e utilizei o meu carro antigo como parte do pagamento. Mas eu não recebi o DUT e a Aymoré sempre pedia alguns dias a mais no prazo, mas nunca dava um retorno para as minhas ligações. Quase um mês depois, eles me deram um prazo de quatro dias para entregar, mas, novamente, não aconteceu. A concessionária onde fiz a compra do veiculo me deu até o final do mês para resolver este assunto. Caso contrário, terei que pagar multa por atraso de entrega. Realmente não sei o que fazer.”

RESPOSTA DA AYMORÉ/BANCO REAL/GRUPOSANTANDER: O Banco Real contatou a senhora Fábia Prudêncio Morais esclarecendo que os fatos por ela questionados já estão sendo apurados. A cliente será informada e orientada diretamente pelo Banco.

COMENTÁRIO DA REDAÇÃO: O problema não foi solucionado. Por causa da demora na entrega dos documentos, a concessionária quer que ela pague os gastos do carro, como o IPVA, por exemplo. Se o banco não arcar com esses gatos, ela entrará com uma ação contra o mesmo.
COMENTÁRIO DO ADVOGADO DE DEFESA: É abominável tamanha enrolação que essa empresa do Grupo Santander dispensa à consumidora, que cumpriu todos os seus deveres e, em troca, recebeu o abandono, a indiferença e a angústia de não saber quando terá o seu direito respeitado (com o mínimo de ética nas relações de consumo), já que honrou fielmente com o seu compromisso de consumidora. Deve, sim, a consumidora e vítima desse absurdo recorrer ao Juizado Especial Cível e exigir reparação por dano moral e material, quanto aos prejuízos econômicos sofridos.

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