Planos de saúde: grupos para reduzir riscos

Marcelo Moreira

12 de maio de 2009 | 23h40

As operadoras de planos de saúde agora estão autorizadas a criar, em grupo, uma reserva financeira que pode diminuir o risco de a empresa quebrar e também reduz a possibilidade de deixar seus clientes desassistidos em caso de falência.

Isso vai ser possível pela formação de um Fundo Garantidor da Saúde Suplementar (FGS), cujas regras de funcionamento foram divulgadas ontem pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Hoje, as operadoras já são obrigadas pela ANS a reservar todo mês uma certa quantia para garantir que, em caso de dificuldade financeira, a empresa possua recursos para manter o atendimento aos consumidores.

Agora, com a criação do Fundo Garantidor, as operadoras que quiserem se unir para depositar esse dinheiro em um fundo coletivo poderão fazê-lo.

De acordo com nota divulgada pela ANS, “duas ou mais operadoras juntas alcançam um grau menor de risco de insolvência do que uma empresa isolada, logo, uma vez juntas em um FGS, a redução do risco de insolvência exigirá das operadoras um depósito proporcionalmente menor, liberando capital de giro para as empresas”.

Ao oferecer às empresas a possibilidade de participar de um fundo, a ANS acredita que está aumentando a proteção aos consumidores.

Para a agência, com a diminuição do risco de quebra das operadoras, o cliente estaria mais seguro. Até porque as empresas que participarem de um Fundo Garantidor terão de colocar sua carteira de clientes como garantia em caso de inadimplência.

Dessa maneira, se uma operadora ficar inadimplente com o Fundo, sua carteira será transferida para as demais operadoras do grupo.

“Isso é muito positivo porque, além de diminuir os riscos financeiros das empresas, também é uma forma de amparar o consumidor”, avalia Arlindo de Almeida, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo.