Planos de saúde fazem de tudo para adiar a prestação de serviço

Marcelo Moreira

19 de setembro de 2009 | 00h10

Planos de saúde conseguem tirar a paciência de qualquer consumidor. A falta de pulso e de fiscalização permite que casos como o que aconteceu com Geovane Aparecido Rezende, de São Paulo, continuem ocorrendo:

“A minha mãe fez duas cirurgias de artroplastia total do quadril (tanto no lado direito quanto no esquerdo) e agora está com problemas de coluna. O ortopedista, que a operou, fez o encaminhamento dela para um neurocirurgião. Após cinco meses tentando marcar a consulta, consegui um horário somente depois de mandar uma reclamação à esta coluna.

O médico da minha mãe solicitou dois exames para fazer uma avaliação de seu estado de saúde, mas a Samcil recusou a solicitação da ressonância magnética , alegando que já havia sido realizada uma tomografia, e que a solicitação deveria ter um relatório médico mais completo que justificasse o procedimento. O problema é que não consigo marcar outra consulta para solicitar o novo documento. E agora?”

RESPOSTA DA SAMCIL: Contatamos o sr. Geovane e prestamos os esclarecimentos necessários.

COMENTÁRIO DA REDAÇÃO: O consumidor informou que, somente após enviar reclamação ao jornal, a consulta foi marcada.

COMENTÁRIO DO ADVOGADO DE DEFESA: O cidadão adquire um plano de saúde justamente para não ter de recorrer à péssima saúde publica. E os comerciantes de planos de saúde usam exatamente o discurso do pavor ao hospital público, para venderem o seu produto. Logo, o plano de saúde não deve dificultar o atendimento e o pedido de exame solicitado pelo médico de confiança do consumidor. A demora pode colocar em risco a saúde e a vida do consumidor. Por isso, o mau atendimento que agrava o estado de saúde do conveniado, enseja reparação por dano moral, até mesmo como medida corretiva à mazela.

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