Planos de saúde: briga agora é na qualidade do serviço

Marcelo Moreira

27 de abril de 2009 | 19h53

CAROLINA DALL’OLIO – JORNAL DA TARDE

Descartada a guerra de preços, a estratégia das operadoras para manter os clientes atuais e atrair novos consumidores deve ser o investimento em qualidade.

“O melhor jeito de crescer com a portabilidade é mostrar que o atendimento e os serviços que você oferece são melhores que os do concorrente”, afirma Solange Beatriz Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde). “Não vai haver guerra de preços, mas sim uma disputa pela qualidade.”

Para o advogado Alexandre Gaiofato de Souza, o cliente deve primeiro se informar detalhadamente sobre as características do seu plano para só então avaliar a concorrência e decidir se migra ou não de operadora.

“Em um primeiro momento, só vai mudar de plano quem realmente está insatisfeito”, avalia. “Depois, quando o mercado se adaptar à portabilidade, aí o consumidor terá condições de analisar melhor as ofertas e descobrir qual é a melhor para o seu caso.”

Nem sempre a portabilidade vai ser um bom negócio. Portanto, em alguns casos, a saída pode ser mudar para um plano melhor, dentro da sua própria operadora.

Um levantamento feito pelo JT com dez operadoras mostra que é possível migrar de um plano enfermaria para um plano com internação em apartamento, num mesmo convênio, desembolsando apenas R$10,86 a mais por mês.

É o caso da Greenline, que oferece o plano básico a R$ 47,20 e o com apartamento a R$ 58,06 para quem tem de 0 a 18 anos. E na maioria dos casos, não há carência quando o cliente decide contratar um serviço melhor.

Para quem quer ter acesso a mais serviços, a dica é conversar com a operadora ou com seu corretor e analisar as opções que a empresa oferece. “As empresas podem não estar se esforçando tanto para conquistar novos consumidores com a portabilidade, mas certamente todas elas vão trabalhar muito para não perder os clientes atuais”, diz Solange.

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