Plano de saúde pode ter novo modelo de preço

Presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar, Maurício Ceschin, propõe sistema de capitalização em que cliente passe a financiar convênio médico na juventude como forma de aliviar o sistema

Marcelo Moreira

23 de junho de 2010 | 13h11

O presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Maurício Ceschin, defendeu a adoção de novo cálculo de preço para os planos de saúde de idosos. Ele propõe a discussão de métodos que incluam algum tipo de capitalização – durante a juventude, parte do que o cliente paga financiaria o custo do plano na idade mais avançada.

“Hoje, o custo assistencial é feito por partição simples – é distribuído na própria faixa etária. Mudar o modelo é pensar outra forma de se precificar”, afirma. “Por exemplo, uma parte do que você paga evolui por faixa etária, a outra faixa funcionaria como se fosse um sistema de capitalização.”

Ele criticou ainda o modelo de assistência ao idoso adotado pelas operadoras. “Os modelos de atendimento não são focados nessa população. Não há programas de prevenção ou acompanhamento de patologias crônicas customizados. Novos modelos de gestão têm de ser desenvolvidos especificamente para esse público.”

Ceschin assumiu a presidência da agência em maio, no momento em que a ANS iniciou a discussão de um novo modelo de reajuste dos planos saúde.

A proposta que está sendo discutida é uma alternativa baseada na eficiência dos serviços oferecidos pelos planos – empresa com melhor atendimento teria um reajuste maior, em relação àquela que não atingiu o mesmo padrão de eficiência. “Isso é muito difícil de se medir em saúde”, reconhece Ceschin.

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