Plano de emergência para melhorar o Speedy sai até o dia 26 de junho

Marcelo Moreira

24 de junho de 2009 | 22h47

LUCIELE VELLUTO – JORNAL DA TARDE

A Telefônica se comprometeu ontem [IP8,0,0]com o Ministério das Telecomunicações a entregar, ainda esta semana, o plano emergencial de ações para melhorar o serviço de internet banda larga Speedy.

O planejamento será encaminhado à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que, na última segunda-feira, suspendeu as vendas do serviço por causa das sucessivas panes no sistema da companhia.

Em nota, o presidente da empresa, Antonio Carlos Valente, afirma que “a Telefônica entende que os usuários esperam mais da companhia, que foi a pioneira no lançamento da internet em banda larga no Brasil, em 1999, e mantém a rede de dados com maior volume de tráfego no País”.

A Telefônica afirma que está com equipes trabalhando 24 horas em um plano de aperfeiçoamento do Speedy e da rede que dá suporte ao acesso à internet.

A Anatel deu o prazo de 30 dias a partir da última segunda-feira para que a companhia apresente um planejamento de contingência, ou seja, um projeto para manter a rede em funcionamento efetivo em caso de novas panes.

A operadora de telefonia informou que não deve ingressar na Justiça para pedir a liberação da venda do serviço de banda larga.

Quando a proibição da venda foi determinado, Valente cogitou demitir funcionários por causa da medida. Para o sindicato da categoria, 5 mil pessoas podem ser prejudicadas caso a Anatel mantenha a suspensão do serviço de internet banda larga.

Os especialistas na área afirmam que parte do problema ocorrido com a Telefônica é da própria empresa, mas a Anatel também teria responsabilidade.

“A agência deveria atuar mais do que apenas ‘apagar incêndio’. É um problema de todas as agências reguladoras desse País: a falta de fiscalização. No caso da Anatel, ou ela é omissa ou é conivente com a situação da banda larga ruim e cara que temos”, afirma o jornalista especializado em tecnologia, Ethevaldo Siqueira.

O consultor em telecomunicações da ITData, Álvaro Leal, também acredita que Anatel tenha parte da culpa do problema geral que ocorre na internet banda larga. “A agência precisa acompanhar mais as empresas quanto ao investimento realizado para manter a rede em funcionamento.”

Alternativas

As opções oferecidas no mercado de São Paulo à Telefônica também não apresentam 100% de aprovação de seus usuários. Na linha de internet banda larga fixa, o Procon-SP registrou 639 reclamações desde o início do ano até o mês de março.

Nesse segmento, o serviço é oferecido pelo cabo das TVs por assinatura – que tem menor alcance de público do que a rede de telefonia –, ou via rádio, mais conhecido pelos usuários como WiMax, que é uma solução voltada para o público corporativo.

Na linha de internet móvel, o 3G é oferecido pelas empresas de telefonia celular Vivo, TIM e Claro em São Paulo. Contudo, os usuários se queixam da baixa velocidade de navegação, abaixo do contratado. Esse problema contabiliza metade das 6.405 reclamações recebidas pela Anatel sobre esse tipo de serviço de banda larga.

“E a culpa é da Anatel, que não coloca à disposição novas frequências para descongestionar a rede”, diz Siqueira.

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