Planeje os gastos do início do ano

Marcelo Moreira

06 de janeiro de 2009 | 13h59

MARCOS BURGHI – JORNAL DA TARDE

Chegou a hora de saldar as dívidas do fim de 2008 e os gastos extras de início de ano. Quem não conseguiu ou optou por não guardar parte dos ganhos para essas despesas terá de apertar o orçamento ou buscar parcelamentos e descontos.

O consultor financeiro Marcos Crivelaro ensina que o primeiro passo é relacionar as despesas em dois grupos: as que devem ser pagas à vista e aquelas em que há a possibilidade de parcelamento.

No primeiro grupo, explica Crivelaro, estão as dívidas que podem ser liquidadas com desconto. É o caso do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Os proprietários de imóveis na capital podem pagar o tributo em até dez vezes, mas quem optar pelo pagamento único tem um desconto de 6%. “Se a pessoa tiver o dinheiro, é vantagem pagar à vista”, diz.

Entre os itens em que cabe negociação, diz Crivelaro, está o material escolar. “Se diversos consumidores se juntarem para compra em grande quantidade podem obter descontos relevantes”, afirma.

Carlos Eduardo de Oliveira Júnior, do Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo, afirma que a negociação para tentar parcelamento maior ou desconto é um detalhe importante e que as linhas de crédito dos bancos são a última alternativa.

Cláudio Carvajal, professor da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), diz que o início do ano é um bom, período para que as pessoas iniciem uma poupança com vistas aos gastos de dezembro e do início do ano seguinte. “O ideal é guardar mensalmente 10% da renda líquida”, afirma ele.

Carvajal ensina que, antes, é preciso organizar receitas e despesas. Ele explica que quem gasta mais do que recebe precisará aumentar a renda ou cortar as despesas e, neste caso, terá de definir formas de fazê-lo.

A Fundação Procon de São Paulo realiza mensalmente palestras gratuitas sobre organização do orçamento doméstico. Mais informações no site www.procon.sp.gov.br.

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