Pilhas ‘piratas’ no mercado

Marcelo Moreira

15 de março de 2012 | 16h15

Saulo Luz

Nunca compre pilhas piratas. Essa é a conclusão de análise do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro que) avaliou 19 marcas de pilhas e reprovou todos os itens piratas. Foram avaliadas 11 diferentes marcas de pilhas alcalinas e quatro de zinco manganês, além de quatro pilhas irregulares (piratas), todas cedidas pelo Fórum Nacional de Combate à Pirataria e Ilegalidade (FNCP). Os produtos foram submetidos a três tipos de testes: tensão máxima de circuito aberto, duração mínima e ensaios químicos.

Os resultados evidenciaram que as pilhas regulares são seguras e obedecem os parâmetros do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). “Apenas uma marca apresentou níveis do metal pesado Cádmio acima dos níveis permitidos. Mas, foi um caso isolado causado por falha pontual na fabricação”, diz Rose Maduro, engenheira e coordenadora do programa de análise de produtos do Inmetro.

Já em relação aos itens piratas foi constatada uma menor durabilidade e excesso de metais pesados nas pilhas irregulares e/ou piratas.

“O consumidor deve ficar atento às marcas piratas, pois o barato pode sair caro: duram bem menos, oferecem muitos riscos à saúde, com metais pesados (como chumbo, cádmio e mercúrio) acima dos níveis tolerados, além da agressão ao meio ambiente”, disse Rose, que dá dicas para o consumidor identificar as pilhas originais das piratas. “Primeiro, é preciso evitar o comércio informar e comprar em uma loja que dê nota fiscal. Além disso, a pilha tem que informar os dados do fabricante (CNPJ e telefone de contato), lote e cuidados de uso e descarte, tudo em português”, diz.

Ela alerta contra o descarte das pilhas no lixo comum e diz que o resultado será analisado. “Ainda vamos estudar junto com o Ibama se há a necessidade de desenvolver uma estratégia para combater a pirataria no setor e algum programa de certificação de qualidade para pilhas”, completa.

 

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