Peça para o Inmetro testar

sauloluz

29 Outubro 2009 | 15h06

SAULO LUZ – JORNAL DA TARDE

Sabe aquele produto que você desconfia que não seja de boa qualidade e pode ameaçar a sua segurança? Que tal fazê-lo passar por uma bateria de testes e acabar logo com essa dúvida? O caminho é sugerir a verificação do produto ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), que poderá testá-lo em laboratório.

Coordenado há 14 anos pela Diretoria da Qualidade do Inmetro, o Programa de Análise de Produtos (PAP) avalia, anualmente, entre 14 e 16 produtos que não possuem certificação. “No final de cada ano, levantamos os produtos e serviços mais reclamados nas entidades de defesa do consumidor, nas agências reguladoras, nas associações de fabricantes e na ouvidoria do Inmetro para fazer o cronograma anual”, explica Luiz Carlos Monteiro, chefe da divisão de orientação de incentivo à qualidade do Inmetro.

A definição dos produtos a serem testados também é feita a partir de relatos de acidentes de consumo feitos no site do Inmetro (www.inmetro.gov.br/consumidor/acidente_consumo.asp)
e de reclamações no Portal do Consumidor (www.portaldoconsumidor.gov.br).

Além disso, o próprio consumidor pode indicar diretamente o produto que desejar ver analisado no site do órgão. Temos um espaço chamado “Indique” (http://www.inmetro.gov.br/consumidor/formcontato.asp), que foi desenvolvido especialmente para receber sugestões para o Programa de Análise de Produtos”, completa Monteiro.

Dentre as opções, são selecionados para análise os produtos (ou serviços)
utilizados intensiva e extensivamente pela população e aqueles que envolvem questões relacionadas à saúde e à segurança do consumidor e ao meio ambiente.

Mais tarde, se os testes revelarem problemas graves no produto – como baixa qualidade ou risco à segurança do consumidor –, o resultado pode culminar até no desenvolvimento de um programa de certificação
compulsória daquele item. “Um exemplo é o dispositivo de retenção para transportar bebês em carros. O órgão decidiu certificar as cadeirinhas tipo ‘bebê conforto’depois de um teste realizado no final de 2004, que reprovou todos os 6 modelos disponíveis no mercado brasileiro que foram avaliados”.