Para se livrar das filas nos pedágios de SP

Marcelo Moreira

25 de março de 2009 | 22h14

ELENI TRINDADE – JORNAL DA TARDE

Pedágio sem ter de enfrentar filas nas estradas. Esse é o benefício de um serviço que está se tornando cada vez mais conhecido nas rodovias paulistas, o dispositivo de pagamento eletrônico (tag), também conhecido como o “Sem parar”.

Com o aparelho instalado no veículo e pagando uma taxa mensal, o consumidor não enfrenta fila no pedágio e passa por uma passagem especial, que afere eletronicamente a existência do aparelho. O preço é o mesmo do pedágio normal.

O serviço traz muita praticidade para o dia a dia do consumidor. É preciso, porém, entender como ele funciona e saber que existem taxas de adesão para evitar surpresas desagradáveis.

“Esse serviço é interessante porque ajuda a melhorar o tráfego e facilita a vida de quem usa, mas é preciso ler o termo de adesão com atenção e tirar as dúvidas com um representante da empresa responsável”, afirma José Eduardo Tavolieri de Oliveira, presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB-SP.

O estudante Michel Bandeira aderiu ao aparelho, mas recebeu informações contraditórias. Ao passar em um pedágio recebeu a proposta de instalar o aparelho pagando uma taxa mensal de R$ 10 sem arcar com a instalação do aparelho, no valor de R$ 56,28.

“Confirmei com o funcionário se eu teria de pagar pelo aparelho no mês seguinte, mas ele disse que não. Resolvi, então, instalar o aparelho porque considerei prático para viajar para a praia, mas no mês seguinte veio a cobrança inesperada”, afirma ele.

De acordo com Bartolomeu Correa, gerente comercial do Grupo STP Serviços e Tecnologia de Pagamento S.A. – que opera os serviços de pagamento automático de pedágios e estacionamentos Sem Parar, Via Fácil e Onda Livre –, algumas pessoas não entendem o serviço porque ele é novo no Brasil. “Às vezes ocorrem confusões entre a cobrança das taxas de serviço (adesão e mensalidade) com o valor do pedágio e estacionamentos, que são verbas que o Sem Parar repassa aos prestadores desses serviços.”

É importante, ainda, avaliar a necessidade de contratar o serviço, aconselha Valéria Cunha, assistente de Direção do Procon-SP. “O consumidor deve verificar se o serviço está disponível nas estradas pelas quais ele habitualmente viaja e se a rede credenciada de estacionamentos inclui shoppings e supermercados que ele frequenta. Se o local ou pedágio for descredenciado pela empresa, o consumidor pode pedir o cancelamento do contrato por conta do descumprimento da oferta e não precisa pagar multa de cancelamento.”

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