Para o governo federal, empresas estão trabalhando bem em seus call centers

Marcelo Moreira

06 de dezembro de 2008 | 00h12

ELENI TRINDADE – JRONAL DA TARDE

Diferentemente do Procon-SP, para o Ministério da Justiça (MJ), os primeiros dias de entrada em vigor do decreto foram positivos. “Segundo informações dos Procons de todo o Brasil, a maioria das empresas, principalmente do setor financeiro e de cartões de crédito, está preparada para seguir as regras”, afirma Juliana Pereira, diretora-substituta do Departamento Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do MJ.

Para acompanhar o desempenho das empresas, o DPDC criou o Barômetro Nacional, com dados dos Procons do Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná, Acre, Pará, Bahia, Maranhão, Sergipe, Paraíba, São Paulo e Espírito Santo.

O índice é elaborado por meio de questionários enviados às empresas dos setores de bancos, energia elétrica, financeiras, planos de saúde, telefonia fixa e móvel, seguradoras, transporte aéreo e terrestre, TV por assinatura e cartões de crédito.

Os primeiros dados do barômetro podem ser acompanhados pelo site www.conquistadoconsumidor.com.br.

Divididos por área , os gráficos mostram a adequação das empresas às normas. A página traz, ainda, as novas regras na íntegra, as principais dúvidas e uma biblioteca virtual sobre direitos do consumidor.

O próximo balanço será divulgado em fevereiro. “Esse sistema será um forma de monitoramento permanente e será atualizado a cada dois meses”, explica Juliana.

Além do Barômetro, outra medida tomada pelo MJ foi a adequação do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), acrescentando um módulo específico sobre call centers para ser preenchido no momento da reclamação do consumidor no Procon.

“Cada técnico de cada Procon em todo o País vai registrar a percepção do consumidor sobre os call centers das empresas reclamadas nos postos de atendimento, que será mais um parâmetro para orientar as ações de fiscalização”, finaliza a diretora do DPDC.