Pane afeta 35 mil passageiros no País

Os passageiros da Gol enfrentaram ontem uma onda de atrasos e cancelamentos de voos pelos País. Os problemas, diz a empresa, foram provocados por uma pane no sistema que define a escala de trabalho das tripulações, além de sobrecarga na malha área gerada pelo fim das férias

Marcelo Moreira

03 de agosto de 2010 | 02h54

Bruno Tavares

Os passageiros da Gol enfrentaram ontem uma onda de atrasos e cancelamentos de voos pelos País. Os problemas, diz a empresa, foram provocados por uma pane no sistema que define a escala de trabalho das tripulações, além de sobrecarga na malha área gerada pelo fim das férias.

Mas, segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), a decisão de cancelar voos partiu da companhia, para evitar que funcionários voassem mais do que a legislação permite.
Dos 711 voos programados pela Gol entre meia-noite e às 20 horas de ontem, 373 (52,5%) registravam atrasos iguais ou superiores a 30 minutos e 90 (12,7%) haviam sido cancelados, conforme balanço da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

O pico ocorreu às 19 horas, quando quase 54% dos voos da empresa estavam fora do horário previsto. O índice médio de atrasos das companhias aéreas nacionais nos cinco primeiros meses deste ano foi de 12,38%.

Entre os aeroportos mais movimentados, os que apresentavam porcentuais mais elevados de atrasos às 20 horas eram Galeão (40%), no Rio de Janeiro, Pampulha (39%), em Minas Gerais e Congonhas (27,5%), em São Paulo.

A Gol não informou quantos passageiros foram prejudicados ao longo do dia. Mas, num cenário “otimista”, que leva em conta a taxa média de ocupação dos aviões da empresa no primeiro semestre deste ano – 66,53% – e seus menores jatos – os Boeings 737-700, configurados para 114 passageiros – pelo menos 35 mil pessoas haviam sido afetadas pelos atrasos e cancelamentos em todo o País até as 20 horas.

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