Pai deve fazer inspeção na van escolar

Marcelo Moreira

17 de janeiro de 2011 | 08h27

Isis Brum

Na hora de escolher o transporte escolar das crianças, além de analisar a documentação da empresa e do motorista, mães experientes no assunto ressaltam que o ideal é verificar se o percurso entre a casa e a unidade de ensino é muito longo, contratar empresas recomendadas por pessoas conhecidas e, especialmente, só assinar o contrato quando houver empatia com o motorista responsável.

Algumas escolas oferecem o serviço, cobrando um valor à parte da mensalidade, o que não é ilegal. A professora de inglês Úrsula Hummel, 36 anos, prefere o serviço da escola ao autônomo. É com ele que sua filha Isabela, 11 anos, vai às aulas. “Quando o veículo leva alunos para várias escolas, não é confiável. Você nunca sabe onde seu filho está”, diz Ursula. O caçula, Leonardo, de 5 anos, é levado por ela mesma. “Ele estuda perto de casa, num horário em que posso levar e buscar.”

Opção esta que Samira, filha de 8 anos da auxiliar administrativa Fabiana Barboza da Silva, de 28 anos, nunca teve. Desde os 2 anos e meio a criança vai de van à escola. Para a mãe, a confiança na pessoa que executa o serviço é fundamental na hora de decidir contratar o transporte. “Além de vistoriar o veículo e verificar a documentação, fiz o itinerário um dia com ela para ver se o horário de entrada na escola era cumprido”.

A estudante Ana Carolina Ogawa, de 29 anos, usa uma transportadora há três anos para levar os filhos Diego e Caio, de 10 e 8 anos, respectivamente, para o colégio. Neste ano, pretende mudar de empresa. Motivo: o motorista, frequentemente, não cumpre o horário estabelecido para pegar os meninos. “Há dias em que a gente não sabe se a van vai passar. E o condutor também anda sem paciência no trato com os alunos”.

Apesar de o número de reclamações ser baixo na Fundação Procon-SP – ao todo, foram realizados 127 atendimentos no ano passado, dos quais 92 eram dúvidas gerais e cobranças indevidas – o órgão lançou, na internet, uma cartilha para orientar os pais no momento de contratar um serviço de transporte escolar. Condições de higiene, conforto e segurança, de acordo com a cartilha, devem ser observados.

“Além disso, deve haver um cinto de segurança para cada criança e as janelas não podem abrir mais que dez centímetros”, diz o presidente do Instituto Brasileiro de Estudo das Relações de Consumo, José Geraldo Tardin. “É fundamental verificar se o motorista tem mais de 21 anos e se a carteira de habilitação dele está de acordo com o serviço que ele oferece”.

Quem dirige van escolar precisa estar habilitado na categoria D. O veículo tem de ter autorização do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para circular. O documento deve estar afixado na parte interna e em local visível.
Em São Paulo, o telefone 156, da Prefeitura, informa se van e condutor estão habilitados para o serviço.

Outras dicas: observar se as inspeções do veículo estão em dia e se há monitor para acompanhar as crianças no trajeto à escola. As cadeirinhas exigidas para o transporte individual de crianças de até 7 anos e meio ainda não são obrigatórias nas vans escolares. A norma precisa de regulamentação para o transporte escolar.

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