Pagar assessoria para comprar imóvel

Marcelo Moreira

04 de junho de 2010 | 06h23

Josué Rios – Colunista do JT

A compra do imóvel é uma das decisões mais importantes na vida do consumidor. Mas  o caminho entre o encanto com o apartamento na planta, ou já pronto para morar, e o ponto de chegada, que é  a lavratura da escritura e o recebimento das cheves do imóvel, costuma ser  marcado por curvas, buracos e muitas vezes crateras, que podem levar o comprador ao abismo. 

Daí,  se tiver ao seu alcance, pague uma assessoria jurídica especializada para não fechar sozinho o que pode ser o negócio mais  caro e importante que você já realizou – e consertar erros nesse assunto, “pode tornar o molho mais caro do que o peixe,” como se diz em papo de padaria.    

A contratação de  tal assessoramento imobiliário, porém, deve ser livre e exclusiva escolha do consumidor, e  jamais algo imposto a ele,    muito menos pela construtora que está vendendo o imóvel.

E  teclo essas linhas  sobre o assunto porque nor últimos tempos tem aparecido no mercado imobiliário uma tal de Sati – Assessoria Técnica Imobiliária, que é apresentada ao comprador, em especial nos casos de financiamento, pela própria construtora ou empresa vendedora do imóvel, ao custo de 0,88% (ou mais) do preço do bem.

E, claro, inseguro diante do fornecedor poderoso, justamente por está sozinho, o candidato ao imóvel acaba “contratando” o serviço, onerando-se  com uma assessoria que, estranhamente, não escolheu.

 Anote: o simples oferecimento do serviço por si só não fere a lei, mas desde que a oferta obedeça a alguns requisitos. Quais? Primeiro, deve ficar muito claro para o consumidor que a contratação da tal assessoria não interfere em nada na venda do imóvel, e o comprador a contrata se quiser.

Segundo: a relação detalhada dos serviços da assessoria a deve constar de contrato previamente entregue ao consumidor, a fim de que este possa examinar o documento em casa, com calma.

De todo modo, convenhamos que no mundo “ingênuo” em que vivemos, o próprio vendedor prestar assessoria ao comprador não é lá  muito ético, e muito menos recomendável.  Assessoria boa é a que o próprio consumidor escolhe, e de preferência mediante confiáveis indicações.

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