Pacote de tarifas pode variar até 46%

Marcelo Moreira

09 de abril de 2009 | 22h26

LUCIELE VELLUTO – JORNAL DA TARDE

O pacote básico de serviços cobrado pelos bancos para a manutenção da conta corrente completa seu primeiro ano no final de abril e seu custo chega a variar até 46,67%. A criação de um pacote padronizado de tarifas foi determinada pelo Banco Central para facilitar a comparação entre os bancos.

Apesar da diferença encontrada, há outros pontos além da tarifa que devem ser levados em consideração na hora de escolher seu banco, como necessidades de serviços e ainda tipo de atendimento que se deseja.

Para o professor do laboratório de finanças da Faculdade Instituto de Administração (FIA), Rafael Pascharelli, um dos principais pontos é “avaliar se o nível de serviço vale o preço pago”.

“É a qualidade do tratamento que o cliente valoriza ou basta uma conta mais simples? Em algumas instituições, não se consegue, por exemplo, um atendimento telefônico. Se o consumidor só gosta de falar com o gerente, não adianta procurar um pacote básico. Tudo isso também está embutido no custo”, comenta.

“Se a ideia é apenas receber salário e pagar algumas contas, pode-se escolher o pacote básico”, diz o professor de Economia da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite. “Acho que, atualmente, os bancos públicos são os que oferecem as maiores vantagens.”

Outra recomendação é fazer uma pesquisa dos serviços que serão mais usados e avaliar os custos de forma anual. “É levantar o custo por ano de todos os serviços e depois dividir por mês para ver se o pacote valerá a pena”, diz o professor da FIA.

Se informar da especialização do banco – financiamento imobiliário, crédito pessoal, investimentos, entre outros – pode ser importante para projetos futuros. Segundo Leite, caso seja necessário buscar crédito, é bom estar com o banco que oferece taxas interessantes além de preço de tarifa.

Pascharelli também recomenda que o consumidor não fique limitado aos grandes bancos. “Se a necessidade é investimento, um pequeno pode ser a saída, pois alguns não cobram nem tarifas”, conta.

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