Pacientes reclamam que ficaram sem a hemodiálise

Marcelo Moreira

30 de março de 2009 | 18h55

Os planos de saúde estão de novo sob a mira dos consumidores por conta dos problemas envolvendo a mepresa Avimed, que está passando sua carteira de clientes para a Itálica. As duas empresas não estavam bem avaliadas no ranking da Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS).

Agora é a vez da Ameplan, que está sendo questionada por um grupo de 15 pacientes de hemodiálise. Os beneficiários alegam que a clínica onde realizavam o procedimento foi descredenciada. Veja a reclamação encaminhada ao Jornal da Tarde pelo leitor Eduardo Luiz Fassanaro de Oliveira, de Osasco (SP):

“Represento um grupo de 15 pacientes renais crônicos que recebem tratamento de hemodiálise pago pela Ameplan em uma unidade de nefrologia de Osasco. Recentemente, recebemos a notícia que o convênio havia parado de pagar pelo tratamento. Essa mudança poderá prejudicar muitos idosos que dependem do serviço.”

RESPOSTA DA AMEPLAN: Infelizmente a iniciativa de uma eventual rescisão partiu da própria clínica de nefrologia.

Ao tomarmos conhecimento da clínica em romper relações com a Ameplan, procedemos uma prospecção desse serviço na região. Infelizmente, na cidade de Osasco, o único serviço de hemodiálise é esse.

Face a isso estamos disponibilizando nossa rede credenciada na cidade de São Paulo e ABC que está apta a prestar um atendimento de melhor qualidade, garantindo a mesma cobertura prevista em contrato.

Ressaltamos que o procedimento de hemodiálise dispensa necessidade de internação do paciente. Fica mantido, portanto, o deslocamento através de recurso próprio do paciente. Informamos ainda, que permanecemos abertos para negociações no sentido de mantermos o atendimento na clínica de Osasco.

COMENTÁRIO DO ADVOGADO DE DEFESA: A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não pode permitir a transferência de planos sem a garantia de que a empresa que comprou a carteira não tenha, no mínimo, as mesmas condições de atendimento da anterior.

Nesse caso, é abusiva e ilegal a transferência do atendimento para outras localidades distantes. O assunto deve ser levado pelo grupo, por carta, ou por pedido de audiência pessoal, ao Procon, com cópia para dois chefes maiores desse órgão (Secretário da Secretária de Justiça e Cidadania, Luiz A Marrey e o governador José Serra), bem como ao conhecimento da ANS que, inclusive, tem representação em São Paulo.

A mesma providência também deve ser encaminhada ao Ministério Público.

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