Os call centers e SACs ainda funcionam mal

Marcelo Moreira

14 de novembro de 2008 | 21h23

Está chegando o dia em que o maravilhoso mundo dos call centers e SACs (serviços de atendimento aos clientes) serão obrigados a atender os clientes em no máximo um minuto.

É lei – o decreto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 31 de julho e as regras passam a valer a partir de 1º de dezembro para os setores regulados, como telefonia, aviação civil, energia, bancos, transportes terrestres e planos de saúde.

Entretanto, parece que as emrpesas não estão muito interessadas em melhorar os seus serviços e adequá-los à lei.

Precisei usar o serviço de atendimento ao cliente do banco Real para uma simples troca de senha. Queria usar o banco pela internet, mas precisei de duas ligações de meia hora cada uma para reativar o serviço.

O Jornal da Tarde publica nos dias 15 e 16 de novembro duas cartas que mostram o problema com outras empresas. Roberto de Antonio, de São Paulo, relata que suou para configurar um aparelho da marca TIM. “O problema é que por três vezes fiquei mais de meia hora na linha aguardando atendimento sem sucesso. Na minha última tentativa cheguei a aguardar 56 minutos sem ser atendido.”

A resposta da empresa foi apenas protocolar. “Informamos que entramos em contato com o sr. Roberto de Antonio e confirmamos que a configuração de seu aparelho foi realizada.”

Lucilene Asakawa, também de São Paulo, ficou mais de 40 minutos na linha esperando por uma informação sobre um serviço da TVA. Quando conseguiu alguma resposta, soube que o horário de atendimento havia acabado.

O que disse a empresa? “Informamos que, em contato com assinante, esclarecemos valores e serviços de sua assinatura.”

O trabalho vai ser árduo para que os serviços fiquem decentes, mas isso somente ocorrerá se a fiscalização for implacável.

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