Os bancos respondem ao Idec

Marcelo Moreira

14 de abril de 2009 | 21h35

CAROLINA FREITAS – AGÊNCIA ESTADO

Em resposta à pesquisa do instituto, o Santander diz capacitar constantemente seus funcionários e informa que o pesquisador do Idec foi atendido por uma estagiária, que, apesar de treinada, tinha pouca experiência. O banco nega que cobre tarifa de abertura de crédito ou que condicione o empréstimo à contratação de um seguro.

O Real, que foi comprado pelo Santander em 2007, diz que o custo efetivo total do empréstimo foi mostrado na tela do terminal de autoatendimento antes de o cliente fechar o negócio. Sobre não ter fornecido cópia do contrato, o Real diz não ser “possível responder o questionamento sem saber como foi feita a solicitação”.

O Bradesco sustenta que seus contratos de crédito “se encontram de acordo com as normas legais vigentes” e diz que “é contínuo o investimento do banco em treinamento de seu quadro de colaboradores”.

A Caixa diz investir na capacitação de funcionários, na melhora do atendimento e na prestação de informações aos clientes, por meio, por exemplo, de cartilhas.

A Caixa reafirma que terminais de autoatendimento, telefone e internet são os meios possíveis de contratar crédito. E informa que o cliente pode saber o CET de seu empréstimo também nas agências.

O banco diz ainda que a cláusula que prevê alteração unilateral do contrato “visa exclusivamente a comodidade do cliente de ajustar as condições (do empréstimo) sem necessidade de comparecimento à agência para assinatura de novo contrato”.

A Nossa Caixa informa que segue as determinações do BC e da legislação brasileira e “preza pela transparência no atendimento e relacionamento com seus clientes”.

O Banrisul diz que “na contratação do limite global do cliente – que ocorre na agência, com um atendimento personalizado – é especificado o funcionamento das diversas modalidades, prazos, taxas e o custo efetivo total” do crédito.

A reportagem da Agência Estado entrou em contato com as assessorias de imprensa do Banco do Brasil, Itaú e Unibanco, mas as instituições não responderam aos questionamentos sobre a pesquisa.

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