Ortopedia: operadoras alegam falta de vagas

Na pesquisa da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia sobre a interferência dos planos de saúde nos pedidos dos médicos, as operadoras alegaram principalmente falta de vagas (65%), de cobertura do plano para o atendimento (53%), carência (18%) e alto custo do procedimento (18%)

Marcelo Moreira

26 Julho 2010 | 16h32

do Jornal da Tarde

Na pesquisa da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia sobre a interferência dos planos de saúde nos pedidos dos médicos, as operadoras alegaram principalmente falta de vagas (65%), de cobertura do plano para o atendimento (53%), carência (18%) e alto custo do procedimento (18%).

A maior queixa dos médicos é que em 27% dos casos a recusa foi feita por um funcionário não médico e em 41% das negativas o auditor médico não se identificou.

“O que pleiteamos é que a negativa venha acompanhada de justificativa e do CRM do médico que avaliou o caso. As negativas atrasam os procedimentos e desgastam a relação com o paciente, que fica desconfiado”, afirma Santili.

Os médicos ouvidos afirmam que, quando intervieram pessoalmente junto às operadoras, conseguiram reverter a situação a favor do paciente em 22% dos casos. A maioria (65%) só conseguiu que o plano arcasse com algumas das solicitações. A negativa foi mantida em 10% dos casos.

O presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Arlindo de Almeida, reconhece que os auditores tomam “cuidado muito grande” com pedidos que elevam os custos. “Muitas vezes o médico pede determinada prótese porque é melhor para o paciente, mas os interesses não são bem esses.”

Almeida defende a criação de uma comissão para avaliar os produtos existentes no mercado e preparar uma lista com opções para os planos, evitando, assim, que o médico aponte a marca.