Organize-se para limpar o seu nome

Marcelo Moreira

14 de junho de 2009 | 20h55

ELENI TRINDADE – JORNAL DA TARDE

Quem perdeu o controle dos gastos não pode desanimar. É importante manter a calma e tomar a iniciativa para mudar o quadro.

“A primeira coisa a fazer é se organizar colocar no papel três informações fundamentais – a renda, os gastos e as dívidas. Depois, subtrair os gastos da renda e analisar se o valor que sobra é suficiente para pagar as dívidas”, ensina Valéria Rodrigues Garcia, diretora de Estudos e Pesquisas do Procon de São Paulo.

“Se o valor não for suficiente, a próxima etapa é reduzir os gastos. Há supérfluos e pequenas despesas que, se forem cortados, fazem muita diferença”, diz.

Entre esses possíveis cortes estão reduzir o tempo na internet ou até cancelar esse serviço temporariamente e usar os telecentros gratuitos; cancelar a TV a cabo por um tempo e alugar filmes quando realmente tiver tempo para assisti-los, pois, muitas vezes, o serviço é pago mensalmente e a pessoa não tem nem tempo de ver a programação paga e só assiste canais de TV aberta; trocar o café da manhã no bar próximo ao local de trabalho por uma refeição feita em casa; e não levar o cartão de crédito e o talão de cheques quando sair para passear.

“O cidadão só enxerga o impacto dos pequenos gastos no orçamento se realmente fizer um orçamento doméstico. É um exercício diário porque, ao iniciar o corte de despesas, muita gente só lembra das contas grandes como luz, telefone, água”, lembra Roseli Garcia, da ACSP. “Se o gasto com café da manhã for de R$ 3 por dia, a despesa somente com esse item pode ser de quase R$ 70 no fim do mês”, exemplifica.

Outra forma de acabar com as dívidas do tipo”bola de neve” é trocá-las por outras. “Se os encargos forem altos, como no caso dos juros do cartão de crédito, pode valer a pena contratar um empréstimo pessoal com juros menores, mas é preciso pesquisar em vários bancos e financeiras para encontrar uma taxa de juros que realmente seja menor”, orienta Valéria, do Procon.

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