Oral B faz recall de antisséptico no País

Marcelo Moreira

20 de julho de 2011 | 07h12

Carolina Marcelino

 A Oral, multinacional norte-americana que fabrica escovas de dente e antissépticos bucais, fará recall destes últimos comercializados no Brasil. Após um teste microbiológico – cultura de bactéria –, a empresa detectou níveis microbianos fora de especificação em alguns produtos fabricados em uma de suas unidades terceirizadas na Colômbia.

As unidades atingidas são os de sabores menta e hortelã. Apenas as embalagens de 2 litros, 750ml e 500ml é que serão recolhidas. Em nota, a Oral B informou que o nível microbiano não representa praticamente nenhum risco às pessoas saudáveis. Porém, pessoas com sistema imunológico severamente debilitado podem estar suscetíveis a efeitos adversos.

O consumidor que tiver esses produtos em casa deve suspender o uso e jogar o fluído fora. Com a embalagem em mãos, os clientes devem contatar o SAC da a P&G Brasil, que funciona todos os dias, pelos números 0800 727 1086 / 0800 727 1085 / 0800 727 1164, das 8h às 19h.

A empresa informou que as versões que não são produzidas na Colômbia atendem a todas as especificações de qualidade e continuarão disponíveis aos consumidores.

 De acordo com a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor Mariana Ferreira Alves, o reparo ou a substituição do produto é de responsabilidade do fornecedor, sem qualquer ônus para o consumidor. “A culpa é da empresa. O Código de Defesa do Consumidor estabelece que o fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe, ou deveria saber, apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança”.

 Especialistas em defesa do consumidor ainda alertam que em caso de alimentos ou medicamentos, a vítima também pode recorrer às vigilâncias sanitárias municipais, estaduais e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Oral B não tem prazo para encerrar o recall. Por isso, a Fundação Procon- SP esclarece que se o consumidor tiver dificuldade para efetuar a substituição, deve procurar um órgão de defesa do consumidor ou em casos mais graves até a Justiça.

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