Oferta em site de comparação de preço é válida

Marcelo Moreira

26 de setembro de 2011 | 16h31

Camila da Silva Bezerra

Ofertas resultantes de pesquisa de sites de comparação – como o Buscapé, Bondfaro e Cata Preço – também devem ser integralmente honradas pelas empresas anunciantes, de acordo com órgãos de defesa do consumidor. “Quem está informando o preço é o anunciante”, justifica Márcio Marcucci, assessor técnico do Procon.

Mas não foi o que aconteceu com o empresário Guilherme Ferreirinha de Oliveira, de 25 anos, que queria comprar uma TV e, para não perder tempo, usou o serviço online de comparação de preços.

 O melhor resultado encontrado foi o da Americanas.com, que ofertava uma TV de 40 polegadas por R$ 1.699. Porém, quando tentou aproveitar a promoção, percebeu que esta não existia. “Não é a primeira vez que vejo isso: um link com uma promoção dessa empresa e quando clico na oferta, nada que foi divulgado aparece”, diz o empresário.

Oliveira entrou em contato com a Americanas.com, que informou que atualiza os preços dos produtos diariamente, o que pode pausar desencontro de informações. Dias depois, ele recebeu um e-mail da ouvidoria da empresa, que justificou o erro alegando que, no rodapé de todas as páginas eletrônicas da empresa há um aviso: em caso de divergência de valores, o preço válido é o que estiver constando na tela de finalização do pedido.

“É uma falta de respeito com o consumidor, porque a empresa tem de honrar o que promete. Para mim não adianta alegar que o rodapé diz, que o que vale é o da tela final”, diz Oliveira. Até o momento ele não conseguiu adquirir o televisor pelo valor anunciado.

Em nota, a Americanas.com informa que o cliente verificou o preço reivindicado no site Buscapé, que tem uma dinâmica própria e não atualiza os preços ao mesmo tempo que o portal eletrônico da Americanas.com.

 “Essa defasagem ocorre e, por esta razão, a página principal do site alerta que o preço válido é o que aparece no momento da finalização da compra.” Segundo a empresa, a atualização de preço, para cima ou para baixo, faz parte do processo comercial, físico e virtual.

A orientação do Procon para casos semelhantes é a de que o consumidor exija do anunciante a venda pelo valor anunciado pelo site de comparação. “Se a loja está informando preços diferentes para sites buscadores, a comparação fica comprometida, por isso, o consumidor tem de reclamar para a empresa anunciante”, acrescenta Marcucci, do Procon.

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