O vizinho usa o speedy, mas eu não tenho "condições técnicas"

Marcelo Moreira

10 de julho de 2009 | 19h52

Os serviços da Telefônica deixam muito, mas muito a desejar, em quase todas as áreas em que atua. Algumas reclamações, entretanto, são surreais. Gente que tenta contratar o Speedy, recebe a informação de que não há condições técnicas para ou instalação ou a região não possui as mesmas condições, sendo que o vizinho usa normalmente o serviço. Veja o caso do leitor Marcos Lima, de São Paulo:

“Desde fevereiro deste ano venho tentando, sem sucesso, assinar o Speedy para minha residência, porém, a Telefônica não realiza o serviço alegando que em minha região haveria uma falha na comunicação.

No entanto, meu vizinho utiliza normalmente os serviços do Speedy. Gostaria de uma resposta da telefônica sobre esse assunto, pois estou cansado de ouvir atendentes de telemarketing me dando respostas prontas.”

RESPOSTA DA TELEFÔNICA: A Telefônica informa que, neste momento, o local mencionado pelo sr. Marcos Lima não tem disponibilidade para instalação do Speedy. Assim que for possível, sem comprometer a qualidade do serviço, o cliente será atendido.

A empresa, que entrou em contato com a residência do cliente para os esclarecimentos necessários, lamenta e pede desculpas pelos transtornos causados.

COMENTÁRIO DO ADVOGADO: É bom que se saiba que os Juizados Especiais Cíveis (JEC) em São Paulo já vem condenando a Telefônica a pagar dano moral a consumidores que contrataram o serviço de Speedy e depois recebem a informação da empresa de que o serviço não pode ser instalado por falta de condições técnicas.

De acordo com os juízes, o consumidor tem o direito de ser indenizado porque não foi informado previamente sobre a tal impossibilidade técnica do serviço, sendo enganado até que venha a frustrante e posterior informação sobre a impossibilidade da instalação do Speedy.

Portanto, quem passa por este tipo de problema pode recorrer ao JEC e obter o mesmo direito. Além da indenização, pode pedir que a empresa seja obrigada a instalar o serviço a que está obrigada, pois algumas decisões garantem a dupla condenação.

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