O que esperar de um plano de saúde que não fornece lista de médicos e hospitais?

Marcelo Moreira

09 de junho de 2009 | 18h16

Um plano de saúde que sequer fornece lista de hospitais e médicos não pode ser levado a sério – mais ainda assim continua operando normalmente. Leia o caso absurdo da leitora Érika dos Santos Andrade, de São Paulo, conveniada da Amesp Saúde. É um caso clássico de desprezo aos direitos do consumidor. Até a resposta da operadora é meramente protocolar.

“Desde o início de minha gravidez, há quatro meses, venho solicitando à Amesp a relação atualizada dos médicos e hospitais credenciados, pois a minha lista é antiga e tenho tido dificuldades para marcar consultas.

Já entrei em contato com a Amesp inúmeras vezes e sempre sou informada que a empresa não possui o rol de profissionais para me enviar. No último contato, a atendente quis me passar a lista de médicos e hospitais por telefone, o que achei um absurdo, mas não tive outra escolha.

Quando o atendente chegou no 14º nome da lista, desistiu de falar os dados e prometeu enviar o livro atualizado por correio, o que não foi feito até agora. Sinto-me desrespeitada.”

REPOSTA DA AMESP: Informamos que entramos em contato com a beneficiária para prestar os esclarecimentos pertinentes.

COMENTÁRIO DA REDAÇÃO: A consumidora informou que não recebeu o livro com a relação dos hospitais e médicos credenciados.

COMENTÁRIO DO ADVOGADO DE DEFESA: É uma obrigação da empresa de saúde fornecer a relação de médicos e hospitais conveniados ao consumidor. Quando a operadora se negar a fornecer as informações citadas ao consumidor, é possível levar o caso à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) pelo telefone 0800 701 9656 e ao Procon. Tais órgãos têm meios legais para conduzir à empresa a cumprir a obrigação.

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