Nova conta corrente vai ser isenta de tarifas

A partir de março de 2011, bancos poderão oferecer um novo tipo de conta corrente sem a cobrança de nenhum tipo de tarifa. A chamada “conta eletrônica” não vai custar nada ao cliente, mas só poderá ser movimentada por meios eletrônicos: caixas eletrônicos, internet, central telefônica automática e celular

Marcelo Moreira

06 de janeiro de 2011 | 10h07

 A partir de março de 2011, bancos poderão oferecer um novo tipo de conta corrente sem a cobrança de nenhum tipo de tarifa. A chamada “conta eletrônica” não vai custar nada ao cliente, mas só poderá ser movimentada por meios eletrônicos: caixas eletrônicos, internet, central telefônica automática e celular.

“O cliente tem condição de operar a vida inteira sem pagar nada”, diz o chefe do Departamento de Normas do Banco Central (BC), Sérgio Odilon dos Anjos. A novidade não é obrigatória. Ou seja, cabe aos bancos decidir se oferecerão ou não o novo produto.

A nova conta foi aprovada em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). Pelas regras, a conta grátis não terá talão de cheques, apenas o cartão magnético. Nos bancos, a novidade já foi apelidada de “conta virtual” porque não prevê acesso a serviços que exigem contato humano, como nas agências ou o atendimento pessoal nas centrais telefônicas. 

Caso o cliente de uma conta grátis use serviços tradicionais – como um funcionário da agência ou a tecla do atendimento personalizado no telefone – a conta deixa de ter características “eletrônicas”. A partir deste momento, a conta poderá ser enquadrada na categoria “tradicional”. Então, a cobrança de tarifas pode ser feita, exatamente como é hoje.

Ao apresentar a novidade, o representante do BC explicou que “em não havendo a possibilidade de atendimento eletrônico por falta dos sistemas da instituição, o cliente da nova conta poderá acessar canais tradicionais sem cobrança”.

Para o diretor de política monetária do BC, Aldo Luiz Mendes, a nova conta deve atrair principalmente clientes mais jovens, especialmente os que estão ingressando no sistema bancário. Também deve atrair consumidores de menor renda.

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